sexta-feira, 4 de agosto de 2017

um ano de terapia da fala

está há um ano lectivo a fazer terapia da fala, com uma terapeuta jovem e cuidadosa, mas pela qual não morro de amores apesar de ter sido recomendada pela professora dele, parece-me demasiado insegura. 
as sessões são um assalto à carteira e apesar de ela dizer que ele está melhor, sim, de facto já consegue soprar velas como deve ser, não estou totalmente convencida. diz que ainda falta muito. vamos ter uma segunda opinião para a semana porque não estou mesmo convencida. 

estas são algumas das palavras que ainda saem tortas, sabendo eu, que não é isto que ele está a trabalhar:

fangúesas :: framboesas
lôgu :: lobo
ógute :: iogurte
biliciqueta :: bicicleta 

a palavra lobo é a que mais me inquieta. por mais que tente e por mais que treine, nuca sai bem, nunca. chega a dizer 'lôgubuu', quando lhe digo para fazer como se fosse um susto (buh) no fim. exaspera-me, confesso. o mais novo diz lobo de trás para a frente e este malandreco não consegue. claro, que não vai ficar assim para sempre, mas é uma palavra tão simples e ele encrava sempre aqui. 


quinta-feira, 20 de julho de 2017

tirada #22

ou as justificações que o joão arranja para evitar a sesta.

estava há mais de meia hora deitada com ele para dormirmos a sesta quando, num misto de clarividência e esperteza saloia, ele diz:
- mãe, tu... és tu. e eu, sou eu. as tuas decisões são as tuas decisões e as minhas decisões são as minhas decisões. por isso, eu não quero dormir a sesta, és tu que queres. 

fui buscar ao fundo do fundo da enciclopédia da pedagogia o meu melhor latim e expliquei-lhe que tinha razão mas que enquanto ele fosse criança os pais tinham obrigação de lhe ensinar tudo, o mau e o bom, e que por isso tinham que tomar decisões por ele.
calou-se.
e honestamente acho que percebeu. 

high five para mim!!! 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

terceira :: açores

ter um domingo de manhã sem filhos significa que se consegue, finalmente, arrumar as centenas de fotografias que estão no cartão da máquina fotográfica. desde dezembro do ano passado!
confesso que ver fotografias dos aniversários deles e do natal nesta altura do ano trouxe-me algumas saudades dos tempos em que eles usam gorros e casacos, ficam tão queridos... mas, vá, que finalmente estão 30º outra vez e estou em silêncio em casa e isto vale ouro!

estas fotografias são das férias do mês passado, em que rumámos à terceira para visitar amigos e o pai trabalhar um bocadinho, vá, há que dizê-lo. 
a casa onde ficámos é dos nossos amigos de lá, estará brevemente para alugar numa plataforma do género e se querem passar por esta ilha têm que lá ficar. vale cada minuto e cada euro! adormecer a ouvir o mar a bater nas rochas, acordar e só ver mar, mar, mar... é de sonho. 

os dias correram muito bem, com tempo para tudo mas sobretudo para estarmos todos juntos sem pressas. até mergulhos ouve, donetes (primos das bolas de berlim da praia, mas versão ilhas), muito tremoço, muito vinho regional, muito sol e até escalámos um monte, para mim equivalente a uma montanha porque tinha o mais pequeno às costas.































segunda-feira, 10 de julho de 2017

tirada #21

 
cenário: 2f de manhã, a caminho da escola, música baixinha, cada um com
os seus pensamentos.

- mãe, eu saí do teu pipi?
a surpresa foi tal que parei de respirar aí uns três segundos, enquanto fui buscar a minha voz mais cool de sempre.
- ... sim...
mais uns segundos de pausa introspectiva, e vamos ao segundo ataque. 
- ah, então é porque eu dei a cambalhota, pois é? se eu não tivesse dado a cambalhota o médico abria a tua barriga para eu sair, pois é?
nova pausa e eu a pensar a mil à hora - onde é que ele foi buscar informação tão precisa e porque raio fala nisto à 2f de manhã? regresso à terra.
-... sim, é isso mesmo.
- e o tito também saiu do teu pipi?
ah, agora já é mais fácil responder:
- sim, também.
- então é porque também deu a cambalhota. 
- ... sim...

e ficamos por aqui.
mais tarde é que percebi que podíamos ter dito logo ali toda uma aula de anatomia reprodutiva. safei-me até quando?

quarta-feira, 28 de junho de 2017

o tempo não pára

andava a vaguear numa rede social, das raras vezes que lá vou, e reparei num vídeo da mariza com o filho ao colo, num concerto recente em ferreira do alentejo.

a letra é esta:

eu sei
que a vida tem pressa
que tudo aconteça
sem que a gente peça
eu sei

eu sei
que o tempo não pára
o tempo é coisa rara
e a gente só repara
quando ele já passou

não sei se andei depressa demais
mas sei, que algum sorriso eu perdi
vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
para olhar para ti
de agora em diante, não serei distante
eu vou estar aqui

cantei
cantei a saudade
da minha cidade
e até com vaidade
cantei
andei pelo mundo fora
e não via a hora
de voltar p'ra ti

não sei se andei depressa demais
mas sei, que algum sorriso eu perdi
vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
para olhar para ti
de agora em diante, não serei distante
eu vou estar aqui

não sei se andei depressa demais
mas sei, que algum sorriso eu perdi
vou pedir ao tempo que me dê mais tempo
para olhar para ti
de agora em diante, não serei distante
eu vou estar aqui
mariza - o tempo não pára


o vídeo é este:
https://www.facebook.com/olimpia.limpo/videos/1238436266284237/

e não são precisas palavras, pois não?




segunda-feira, 26 de junho de 2017

animais e outros que tais



popomatamos : hipopótamos
zeba : zebra
pado: leopardo
lulufante : elefante

pancaínha : campainha
mãíí, 'tou a falár cuntigo : mãe, estou a falar contigo
lágamí : larga-me




quarta-feira, 7 de junho de 2017

dentro do carro, ao sair da escola

- mano, não precisas de ser grande. eu estou cá para te proteger.- diz o mais velho para o mais novo, que dizia ser grande também.