segunda-feira, 20 de maio de 2013

eh, tanta coisa

foi um fim de semana bem cheio e produtivo e comprido. às vezes penso como é que em dois dias cabe tanta coisa...
começamos na choupana atrás do brioche com pepitas de chocolate, mas não sei o que se lhes passou pela cabeça e não havia. drama - agora como o que?!?
fomos à biocoop buscar os legumes para a sopa do piqueno, sim, gozem à vontade, estamos a comprar legumes biológicos. não há sal nem azeite, o pouco sabor vem dos produtos com que se faz a sopa, por isso que sejam mais saborosos. e, sim, confesso, a parte dos produtos químicos foi a que me convenceu. vamos ver até quando temos paciência para lá ir eh eh.
almoçamos na avó de lisboa. ah, no dia anterior já tinha começado a rambóia com os outros avós a irem jantar lá a casa. nesta avó houve bifes com batatas fritas, em memória dos almoços de sábado quando éramos crianças/adolescentes e só havia batatas fritas uma vez por semana- ao sábado ao almoço. hoje em dia dou muito valor a esta disciplina. e às batatas fritas também! 
a tarde foi de mimos entre primos e irmãos e filmes no sofá.
antevendo o domingo, jantamos sossegados em casa. 
no world baking day, fiz bolo de limão com sementes de papoila, a receita top do jamie oliver e a manhã ainda rendeu para fazer doce de framboesa e uma coroa para a festa do tomé. não consegui acabar a prenda dele, os meus super poderes não chegaram a tanto. ele não se importa.
o bebé tomé já fez um ano e está grande e lindo, branquinho e de olhos azuis, tal qual um bebé nórdico. já passou um ano sigh!
a casa da bisavó dele estava cheia de balões, hamburgueres e família e amigos felizes. viva o tomé! que ficou o máximo com a coroa que lhe fiz! 
fomos visitar o boi ao hospital, ainda na ressaca da carica de super bock que engoliu (não quero falar sobre isso).
acabamos o dia em casa da christina, que agora também é do miguel, num cumbibiu bom. muitos pestiscos e conversa da boa, com a decisão do campeonato de futebol em segundo plano - ai, benfiquistas!- e com uma overdose de açúcar no final, como já se espera desta família. toma lá um salame de chocolate  do além e o tal bolo de limão estratosférico. gosto tanto destes encontros casuais e felizes. sabe tão bem acabar/começar a semana assim. como dizíamos nem parecia domingo à noite, tal era o regabofe. a depressão amanhã-é-segunda-feira desta vez ficou bem longe.

o bezerro tem um dente a nascer - wow!
e por causa disso fez duas birras durante o fim-de-semana. chorou a sério, como eu nunca vi. lágrimas a cair e a goela bem aberta. pela primeira vez fiquei angustiada a pensar: 'isto é horrível! ver um filho a sofrer e não puder fazer nada...'. só pensava nas mães que têm os filhos realmente doentes. glup!
consegui acalmá-lo adormecendo-o e dando-lhe biberão. no domingo já esteve melhor.
mas, por falar nisso, começou o dia com uma novidade: sem se rir para mim. pela primeira vez, não se riu quando o fui buscar à cama, nem depois. só passado uns bons minutos de ronha com o pai na nossa cama é que abrir o sorriso para mim. estava a ficar nervosa, confesso. é um empurrão. que raio é que eu fiz para ele não se rir? ai ai ai...



sábado, 18 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

subscrevo




12.5.13
[assim de chofre e em jeito de desabafo] 

Ando com este post a meio, na dúvida se o publico, ou não, há várias semanas. A verdade é que desde que li esta crónica que a ideia não me sai da cabeça.
Imagino o que os mais preocupados possam estar a pensar ao ver-me arriscar escrever, literalmente, que não quero trabalhar das 9 às 5: que eu devia era estar calada, porque se os meus chefes me lêem vão ficar mal impressionados; que eu sou pobre e mal agradecida, pois nos tempos em que correm eu tenho emprego, sou paga devidamente e a tempo e a horas, e há quem não tenha nada disso; ou que nem me passe pela cabeça deixar o certo pelo incerto. Calma, gente, não é nada disso.
Alternativas procuram-se, diz a Catarina, e eu subscrevo. Não que eu quisesse passar a trabalhar a partir de casa, não. Nem isso era possível com a profissão que tenho, nem eu me sentiria particularmente feliz. Eu preciso da dinâmica de grupo, da troca de informação ao vivo e a cores, de sair de casa para ir trabalhar. Também não escolheria um horário a tempo parcial. Feitas as contas, chegamos à conclusão que tudo o que pretendemos para as nossas vidas exige o meu salário por inteiro. O que eu gostava, mesmo, era poder ter outro horário de trabalho. Um horário contínuo, que permitisse fazer uma melhor gestão do meu tempo, reduzindo as pressas e aumentando a qualidade de vida em família. Um horário que tornasse possível eu estar mais tempo com a minha filha, com a minha família ou só comigo mesma, sem a iminência do atraso e a culpa do despacha. Um horário que nos fizesse, a todos, mais felizes.
Há países em que o horário contínuo é prática comum. Dependendo dos casos, um dia de trabalho poderá começar às 8 da manhã (ou até mais cedo) e terminar às 3 da tarde, sem interrupção para almoço. À primeira vista pode parecer estranho, mas funciona. A produtividade nas empresas aumenta e a felicidade nas famílias também. Para mim, seria o modelo ideal. Pai e mãe a revezar-se nas tarefas domésticas pois se um fica com mais tempo de tarde, outro assegura o início da manhã.
Um mês depois de regressar ao escritório depois da licença, impera uma certa frustração em não conseguir fazer tudo mais devagar. Sinto que tenho uma agenda na cabeça. O meu maior inimigo é o relógio. E eu estou sempre com pressa. Pressa para sair, pressa para chegar; pressa no supermercado, no trânsito; pressa ao adormecer e ao acordar. Tentando que a minha filha não a sinta (a pressa), acordo-a com sorrisos e mimos, deixo-a no colégio com mais sorrisos e mimos, vou buscá-la com dose redobrada de sorrisos e mimos. Mas mal viro costas, começo a correr. De segunda a sexta, o tempo é escasso e sei que roubo mais horas ao sono do que devia. Também sei que é por isso que, às vezes, tudo parece correr mal. Não faz sentido.
Se a Catarina acredita, eu acredito também. Mas, por enquanto e à falta de alternativa, preparemo-nos para a semana que começa amanhã. Com um sorriso na cara. E devagar.

PS - Entretanto, há umas duas semanas, conheci pessoalmente a Catarina. Não me desiludiu em nada. Às vezes um post não sai à primeira e este parecia estar à espera do nosso encontro.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

dia da família

parece que foi ontem mas ainda vamos a tempo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

yum!


segunda-feira, 13 de maio de 2013

primeiro dia da mãe (ainda)




primeiro dia no porto

fomos passar uns dias ao porto, aproveitando o feriado quinta-feira da espiga.
a primeira passagem pelo hotel correu assim.