sábado, 25 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
6M

+ descobriu como nos chamar. quando se sente sozinho ou 'abandonado' ou quer chamar a nossa atenção começa a emitir uns sons tipo gralha-macaco-gaivota. sons altos, que é para ninguém ficar indeferente ou dizer que não ouviu
+ já se aguenta melhor sentado, alguns (poucos) segundos sozinho, mas depois vai de cabeça ao chão ou atira-se para o lado ou para trás
+ começou a dormir a noite toda, aliás, o correcto seria dizer começou a dormir meio dia seguido! adormece por volta das oito da noite, depois de jantar, e acorda no dia seguinte de manhã, entre as sete e as oito. nos últimos dias acorda e eu 'ignoro-o' e ele volta a adormecer mais uma horita. estamos muito felizes e descansados. é um sossego daqueles mesmo, mesmo bons.
+ continua a adormecer bem (e sozinho) no ovo ou em camas estranhas, o que é óptimo para os paizinhos poderem ir jantar a outras casas
+ já se revira mais, tipo espeto ou camarão enrolado mas rebolar sozinho é que está quieto
+ tem o primeiro dente a romper a gengiva, em baixo. tem sido um processo lento e aos soluços. teve duas birras há duas semanas, com lágrimas a sério, mas depois só se voltou a queixar uma vez. arranjámos a shopie, the girafe para o distrair e ajudar e não tarda leva com o colar de âmbar
+ começou as sopas. adorou, mas alguém duvidava deste bom garfo? neste momento já temos batata+cenoura+cebola+borrego+alface. daqui para a frente vamos começar a variar entre mais legumes e outra carne (frango) e depois há-de ser o peixe, o sal e o azeite.. um bocado como descargo de consciência, temos comprado legumes biológicos
+ a escola continua a correr lindamente. já teve festas de anos e tudo.
+ está mais atento e curioso. explora tudo o que lhe aparece a jeito. quando há sons novos abre muito os olhos e fica em 'alerta', para logo a seguir se desfazer num sorriso
+ como já está calor, andamos a experimentar andar sem meias e com menos roupa e é uma alegria
+ já expeirmentámos comer numa cadeira de papa e correu mais ou menos. temos que o rodear de almofadas para ficar seguro sem balanços e oscilações. até agora a espreguiçadeira ainda dá mais jeito
+ está a começar a ficar com uma popa rebelde, mas atrás ainda tem o cabelo muito ralo. no outro dia disseram-me que os bebés que não têm cabelo atrás é porque são bem comportado, ou seja, dormem muito. eh eh
+ infelizmente, já não vai passar o verão a rebolar com o boi, tal como eu tinha imaginado mas a vida é mesmo assim
e já passou meio ano, minha gente! meio ano!
eu não disse que ele é cusco?
segunda-feira, 20 de maio de 2013
balanço da primeira semana de sopa
começamos com sopa de batata e cenoura - sopa base (1:2) e já vamos na sopa base com cebola e carne de borrego.
come todas bem, sem estranhar sabores e ultimamente tem aberto a boca, sem fazer barulho, à espera da colher. até aqui fazia um gemido, como diz 'despacha-te!' enquanto a colher não chegava à boca. acho que já se está a habituar ao ritmo da colher.
cada vez se suja menos, apesar de, de vez em quando, se lembrar de tossir ou algo semelhante com a boca cheia de sopa.
a papa também marcha bem, ou seja, a teoria de doces-primeiro-que-salgados-pode-correr-mal não se aplica aqui.
na 5ª feira passada em casa dos pestanas, comer pela primeira vez sentado numa cadeira de papa. a estreia foi naquele modelo do ikea, que toda a gente tem. correu relativamente bem, apesar de ele ainda não se aguentar lá muito bem sentado. ainda balança para a frente e para os lados. enchemos todos os buracos com almofadas para o apoiar e fez-se. o amigo fm é que ficou todo contente com o 'seu' bebé a usar a sua cadeira.
no sábado, em casa da avó também comeu nessa cadeira (eu não disse que toda a gente a tinha?) e correu melhor. o que me leva a pensar que está na altura de arranjar uma cadeira destas. vou ver a lista de contactos de empréstimos para ver quem tem uma cadeira para ceder ao 2º esquerdo. está crescido o meu filho!
estou desejando que comece a roubar comida dos nossos pratos.
eh, tanta coisa
foi um fim de semana bem cheio e produtivo e comprido. às vezes penso como é que em dois dias cabe tanta coisa...
começamos na choupana atrás do brioche com pepitas de chocolate, mas não sei o que se lhes passou pela cabeça e não havia. drama - agora como o que?!?
fomos à biocoop buscar os legumes para a sopa do piqueno, sim, gozem à vontade, estamos a comprar legumes biológicos. não há sal nem azeite, o pouco sabor vem dos produtos com que se faz a sopa, por isso que sejam mais saborosos. e, sim, confesso, a parte dos produtos químicos foi a que me convenceu. vamos ver até quando temos paciência para lá ir eh eh.
almoçamos na avó de lisboa. ah, no dia anterior já tinha começado a rambóia com os outros avós a irem jantar lá a casa. nesta avó houve bifes com batatas fritas, em memória dos almoços de sábado quando éramos crianças/adolescentes e só havia batatas fritas uma vez por semana- ao sábado ao almoço. hoje em dia dou muito valor a esta disciplina. e às batatas fritas também!
a tarde foi de mimos entre primos e irmãos e filmes no sofá.
antevendo o domingo, jantamos sossegados em casa.
no world baking day, fiz bolo de limão com sementes de papoila, a receita top do jamie oliver e a manhã ainda rendeu para fazer doce de framboesa e uma coroa para a festa do tomé. não consegui acabar a prenda dele, os meus super poderes não chegaram a tanto. ele não se importa.
o bebé tomé já fez um ano e está grande e lindo, branquinho e de olhos azuis, tal qual um bebé nórdico. já passou um ano sigh!
a casa da bisavó dele estava cheia de balões, hamburgueres e família e amigos felizes. viva o tomé! que ficou o máximo com a coroa que lhe fiz!
fomos visitar o boi ao hospital, ainda na ressaca da carica de super bock que engoliu (não quero falar sobre isso).
acabamos o dia em casa da christina, que agora também é do miguel, num cumbibiu bom. muitos pestiscos e conversa da boa, com a decisão do campeonato de futebol em segundo plano - ai, benfiquistas!- e com uma overdose de açúcar no final, como já se espera desta família. toma lá um salame de chocolate do além e o tal bolo de limão estratosférico. gosto tanto destes encontros casuais e felizes. sabe tão bem acabar/começar a semana assim. como dizíamos nem parecia domingo à noite, tal era o regabofe. a depressão amanhã-é-segunda-feira desta vez ficou bem longe.
o bezerro tem um dente a nascer - wow!
e por causa disso fez duas birras durante o fim-de-semana. chorou a sério, como eu nunca vi. lágrimas a cair e a goela bem aberta. pela primeira vez fiquei angustiada a pensar: 'isto é horrível! ver um filho a sofrer e não puder fazer nada...'. só pensava nas mães que têm os filhos realmente doentes. glup!
consegui acalmá-lo adormecendo-o e dando-lhe biberão. no domingo já esteve melhor.
mas, por falar nisso, começou o dia com uma novidade: sem se rir para mim. pela primeira vez, não se riu quando o fui buscar à cama, nem depois. só passado uns bons minutos de ronha com o pai na nossa cama é que abrir o sorriso para mim. estava a ficar nervosa, confesso. é um empurrão. que raio é que eu fiz para ele não se rir? ai ai ai...
sábado, 18 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
subscrevo
[assim de chofre e em jeito de desabafo]
Imagino o que os mais preocupados possam estar a pensar ao ver-me arriscar escrever, literalmente, que não quero trabalhar das 9 às 5: que eu devia era estar calada, porque se os meus chefes me lêem vão ficar mal impressionados; que eu sou pobre e mal agradecida, pois nos tempos em que correm eu tenho emprego, sou paga devidamente e a tempo e a horas, e há quem não tenha nada disso; ou que nem me passe pela cabeça deixar o certo pelo incerto. Calma, gente, não é nada disso.
Alternativas procuram-se, diz a Catarina, e eu subscrevo. Não que eu quisesse passar a trabalhar a partir de casa, não. Nem isso era possível com a profissão que tenho, nem eu me sentiria particularmente feliz. Eu preciso da dinâmica de grupo, da troca de informação ao vivo e a cores, de sair de casa para ir trabalhar. Também não escolheria um horário a tempo parcial. Feitas as contas, chegamos à conclusão que tudo o que pretendemos para as nossas vidas exige o meu salário por inteiro. O que eu gostava, mesmo, era poder ter outro horário de trabalho. Um horário contínuo, que permitisse fazer uma melhor gestão do meu tempo, reduzindo as pressas e aumentando a qualidade de vida em família. Um horário que tornasse possível eu estar mais tempo com a minha filha, com a minha família ou só comigo mesma, sem a iminência do atraso e a culpa do despacha. Um horário que nos fizesse, a todos, mais felizes.
Há países em que o horário contínuo é prática comum. Dependendo dos casos, um dia de trabalho poderá começar às 8 da manhã (ou até mais cedo) e terminar às 3 da tarde, sem interrupção para almoço. À primeira vista pode parecer estranho, mas funciona. A produtividade nas empresas aumenta e a felicidade nas famílias também. Para mim, seria o modelo ideal. Pai e mãe a revezar-se nas tarefas domésticas pois se um fica com mais tempo de tarde, outro assegura o início da manhã.
Um mês depois de regressar ao escritório depois da licença, impera uma certa frustração em não conseguir fazer tudo mais devagar. Sinto que tenho uma agenda na cabeça. O meu maior inimigo é o relógio. E eu estou sempre com pressa. Pressa para sair, pressa para chegar; pressa no supermercado, no trânsito; pressa ao adormecer e ao acordar. Tentando que a minha filha não a sinta (a pressa), acordo-a com sorrisos e mimos, deixo-a no colégio com mais sorrisos e mimos, vou buscá-la com dose redobrada de sorrisos e mimos. Mas mal viro costas, começo a correr. De segunda a sexta, o tempo é escasso e sei que roubo mais horas ao sono do que devia. Também sei que é por isso que, às vezes, tudo parece correr mal. Não faz sentido.
Se a Catarina acredita, eu acredito também. Mas, por enquanto e à falta de alternativa, preparemo-nos para a semana que começa amanhã. Com um sorriso na cara. E devagar.
PS - Entretanto, há umas duas semanas, conheci pessoalmente a Catarina. Não me desiludiu em nada. Às vezes um post não sai à primeira e este parecia estar à espera do nosso encontro.
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