quarta-feira, 7 de agosto de 2013

3 takes

este fim-de-semana dom joão I resolveu estranhar pessoas. e não foi uma vez ou duas, foram três vezes. ok, tinha acabado de acordar e de repente a casa estava cheia de gente grande e barulhenta e que ele nunca tinha isto. e é verdade que eu, numa de mostrar rapidamente o baby, resolvi entrar logo com ele à grande para o meio da molhada. e sim, nunca tinha tido miúdos a imitarem leões mesmo em cima dele. 
1º take: estranhou um grupo de senhoras a falar esquisito, pensou ele (nota: eram colombianas e portuguesas e outras não sei), todas de óculos escuros e todas a reagir muito à sua chegada. virou-lhes a cara e começou a choramingar e a encolher-se ao meu solo. 
recolhemos-nos um pouco, falámos e demos miminhos e voltámos ao local. sorriu, primeiro a medo e depois descontraiu e andou de colo em colo.
2º take: um miúdo de três ou quatro anos, o leca, também conhecido como tufão-pirata, resolveu imitar leões mesmo em cima da cara dele, enquanto estava sentado na cadeira de papa. hum... not a good ideia.
3º take: um primo mete-se com ele, em modo vou-te-fazer-rir-mas-na-realidade-tu-vais-te-assustar.

foi quase surreal ver a expressão dele a mudar rapidamente para um beicinho choramingas, mas ainda bem que tudo se resolveu rapidamente.

será que a idade lhe está a trazer esquisitices? oh miúdo, tu nem penses!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

é oficial

arrasta-se pelo chão, à la comando, e tem um dente em cima. já cá cantam 5, meus senhores! 5 armas de destruição de tudo o que se atravessar à frente.
entrando orgulhosamente em todos os clichés possíveis, xiça que o tempo passa... 
e sem querer alarmar o mundo para o que aí vem, as gengivas de cima parecem prestes a explodir de tão inchadas que estão. vão saltar mais uns quantos parece-me. 

ps: o dente de cima não é daquele grandes da frente, é dos outros ao lado. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

e aos 8 meses

cedi ao encanto da televisão como sossega-putos. teve que ser para conseguir aquecer a sopa sem estar com ele ao colo. era isso ou vê-lo a tentar agarrar um fósforo acesso. 
vai de baby tv enquanto tentei fazer tudo a correr, entre rabugices do bezerro. ele está muito enfegas, muito carente talvez. não sei bem... 
se por um lado só me apetece comê-lo, por outro só quero dois minutos de silêncio. já tinha ouvido falar nestes sentimentos duplos, mas senti-los é bem diferente. 
um dia de cada vez, é mesmo assim.


segunda-feira, 29 de julho de 2013

felicidário #7


balanço de férias

e cá estamos de regresso.
foram duas semanas boas, com muito tempo em família de três. e claro, comentário da praxe: custa voltar. pois...
 
as férias correram bem. sem alarmes, sustos ou sobressaltos, com uma dinâmica muito boa, sem calor excessivo (para mim podia ter havido mais uns graus, mas os rapazes preferiram assim), comida da boa (ai, noélia, ai, noélia), visita dos primos e amigos, praia (e já falo sobre isto mais adiante), sonecas, palavras cruzadas e sudoku - o pai e livros - a mãe, descanso e um final em grande. quando eu digo em grande, é mesmo em grande: casamento do nosso querido amigo agora-vivo-no-brasil, numa festa de 4 dias! ah, como os brasileiros sabem festejar...adiante.
 
ficam aqui umas fotografias para registar as primeiras férias do bezerro na praia. acho que ele gostou.
 
+ adorou o mar e a areia, só não gostou muito de mergulhar

+ o modo auto-bebes

+ tornou-se no maior e mais rápido devorador de bolachas maria

+ qual golfinho no seu habitat

+ a praia faz as pessoas felizes, certo?

+ a areia pode ser um coisa estranha, mas eu até gosto de mexer nela e ficar todo sujo
 
deu um pulo grande, cresceu, pá. além de ter andado mais esfomeado, desenvolveu. não nos podia ver comer e pedia qualquer coisinha, uma bolacha ou pedaço de pão já o faziam feliz.
experimentou ameixas e pêssegos e gostou. tive que aumentar a dose de sopa e fruta porque o rapaz pede mais e mais, está sempre de boca aberta. chora quase sempre que acaba a comida, mas cala-se logo que lhe pomos a chucha, por isso não sei se é fome ou manha.
 
estendemos uma manta no chão, segundo contou a minha mãe a manta que ela levou para a faculdade e onde todos nós nos rebolamos, e era uma alegria de ver dom joão a rebolar, espernear, rir, esticar, pôr de gatas, balançar e mais uma data de verbos que impliquem movimento. a rapidez com que executa alguns dos movimentos é incrível. deu cabeçadas valentes no chão, ao virar-se porque ainda não controla bem as descidas da cabeça. mas nunca se queixou. ah valente!
 
não reclamou de ser besuntado de creme todos os dias várias vezes, mas de vez em quando imbicava com o chapéu e estava sempre a tirá-lo. 
 
dormiu quase todos os dias três sestas: a primeira na praia, após uma banhoca e uns rebolanços na areia, actividades muito cansativas como se sabe; a segunda após o almoço e a terceira antes de jantar. chegou a dormir 3 horas seguidas, uma óptima desculpa para nós também o fazermos.
 
dormiu lindamente na cama de viagem, num quarto só dele. tentámos ao máximo manter as rotinas, para lhe/nos facilitar a vida e dormir sozinho é uma das que eu não quis abdicar.
 
levei roupa a mais, está bom de se ver. não só para mim, onde é que eu estava com a cabeça a achar que ia desfilar modelitos, mas também para ele, idem. mas deu para estrear as jardineiras amarelas no dia dos 8 meses, apesar de não haver fotografias para o demonstrar.
note to self: quando há máquina de lavar não é preciso levar tanta roupa + férias de praia não requerem fatiotas chiques.
 
como resumo, quero registar que foi diferente. se por um lado, estar na minha praia sabe sempre bem, por outro lado, não a poder usufruir em pleno é esquisito. nos primeiros instantes é um pouco frustrante, mas depois, como tudo, habituamo-nos. os ritmos são outros, a logística obviamente é outra (raistaparta para o vento à tarde!). eu que adoro praia, que sonho o ano todo com o sol na minha pela e com a cor fantástica que ele me dá, é só ver a auto-estima a subir, fazer duas horas de praia por dia, ou menos, mexeu comigo. sim, sim, mimimi-mimimi... tenho um míudo óptimo, tenho um marido fantástico que me deixou fazer umas horitas de fotossíntese sossegada, uma mãe que rumou ao sul para nos mimar e libertar durante 3 dias, eu sei e agradeço. mas posso fazer 2 ou 3 dias de praia completos? daqueles que uma pessoa até se farta do sol, posso?
 
note-to-self: dei por mim a pensar que seria bom era ele já andar e ser maiorzinho para eu alapar na toalha, mas cheira-me que quando assim for vou desejar que ele fosse bebé outra vez, sem gatinhar ou andar, para estar quieto um segundo. eh eh, é mesmo assim...

terça-feira, 23 de julho de 2013

8M

 
 
+ rebola a uma velocidade doida, já não pode ficar sem vigilância porque rapidamente muda de posição
+ deitado de barriga para baixo, já roda 360º a iniciar os primeiros movimentos de break-dance
+ ainda não caiu da cama mas sempre quer percebe onde são os limites atira-se para lá
+ estende os braços para nós, quando o tiramos da cama ou do carrinha ou da cadeira
+ fala fala fala fala, numa felicidade que só visto, é uma alegria de se ouvir (note to self: tenho que gravar estas conversas)
+ os dentes são pequenas serrilhas que já deixam marcas 
+ o cabelo começa a ficar desalinhado na popa, bem mais comprida que o resto, ainda meio ralo
+ põe-se de gatas a balançar para a frente e para trás, como que a treinar o que aí vem
+ segura muitas vezes no biberão sozinho, em modo auto-bebes como diz o pai
+ faz-se às fotografias, já percebeu que há coisas apontadas a ele, coisas pretas nas mãos dos pais, que depois fazem sons e gracinhas para tentar arrancar um sorriso
+ nesta fase dorme três sestas: de manhã, depois de almoço e antes de jantar
+ esfrega-se todo quando tem sono e coça a cabeça
+ continua com ar de pirata, a espalhar charme e boa disposição e a sorrir

segunda-feira, 22 de julho de 2013

custa, ai custa

nestes dias de manhãs limpas e quentes, sem vento, mais importante de tudo sem vento, em que só há sestas relâmpagos de meia hora de manhã e meia hora à tarde, em que o nível de enfeguice atinge o auge, não há posição que o aguente ou brinquedo que o sossegue, nestes dias, custa. a praia ali à minha frente e nem o vestido consigo despir. 
há birras para tudo e não há comida ou passeio que o ponha a dormir. 
claro que ao final do dia já estou roxa e mando o marido fazer a corrida diária e vou enfiar-me na varanda a comer. ao menos sempre vejo a praia...