quarta-feira, 23 de outubro de 2013
11M
+ começou a comer a 'nossa' comida, um grande, grande passo nesta coisa de ser gente. agora come sopa, prato e fruta. dá trabalho, demora mais tempo e é uma trapalhada de comida por todo o lado mas é uma satisfação vê-lo comer;
+ está muito afoito, acha que já se aguenta de pé sozinho;
+ gosta de dançar (sempre gostou...) e dá a mão para fazer de meu par;
+ diz adeus - para cima e para baixo e só quando lhe apetece;
+ começou a provocar-nos propositadamente, sabe que vai fazer asneira ou alguma coisa que nós não queremos e olha para nós, sorri matreiramente e avança;
+ faz mais fitas e tenta-nos comprar com teatrinhos;
+ continua a dormir a noite toda, salvo raras (aleluia!) excepções;
+ dá abraços e beijinhos com a boca toda aberta e cheia de baba; depois fecha a boca devagarinho e trinca-nos a valer! raça de miúdo e seus dentes afiados!
+ aninha-se mais em mim e no pai quando está ao nosso colo;
+ 'fala' pelos cotovelos, sozinho ou acompanhado; já vão saindo sons e entoações decifráveis, por exemplo, quando digo olá ou bom dia (como sempre digo) e repete um som com a mesma entoação; eu acho que já se percebem uns mamãs e papás, mas o homem mais velho diz que é imaginação minha;
+ já levou o primeiro corte de cabelo e, por incrível que pareça, toda a gente reparou, até o avô joão por videochamada do congo! fica com ar de rapaz delicioso;
+ vejo nele um bebé feliz, muito feliz e isso incha o meu coração
+ já levou o primeiro corte de cabelo e, por incrível que pareça, toda a gente reparou, até o avô joão por videochamada do congo! fica com ar de rapaz delicioso;
+ vejo nele um bebé feliz, muito feliz e isso incha o meu coração
terça-feira, 22 de outubro de 2013
sabes que #5
sabes que és mãe de um bebé de colo quando vais para o trabalho com uma nódoa na zona do ombro, não reparas nela e tem que ser uma colega (caridosa) a avisar-te já passa da hora de almoço, isto depois de uma reunião. ainda bem que foi antes da reunião da tarde, é o que posso dizer.
sleep sleep sleep
«one thing being a mama of two has most definitely taught me, is that when my house is quiet and sleeping, i should be sleeping too. sometimes that’s hard to do when it’s often my only time to myself, but sometimes i’m smart and listen to my sleepy brain and usually when i do this, i feel better. even if it means my house is scary looking and everything is gravitating towards the back burner.»
ela sabe bem do que fala.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
primeiro dia de muuuitas coisas
este domingo foi um dia para marcar no calendário deste pequeno projecto de gente. aconteceu tanta coisa nova que me ponho a pensar se não é um exagero... se não estou a abusar da sorte (falo sobre disto mais tarde).
o dia mais calmo da semana (yeah, right!) começou com um berro 'estamos atrasados' e com um trajecto em excesso de velocidade até ao centro cultural olga cadaval para quê? para quê? o primeiro concerto deste puto! bem, cá fora da barriga pelo menos, porque assim que me lembre foi ao super bock super rock no verão passado e vibrou a bom vibrar com m.i.a..
fomos ver 'uma casinha que toca' com o mário laginha. apesar do ar de seita que aquilo tem, e refiro-me à trupe de paizinhos que por ali anda com os seus bebés de catálogo, o que nos foi alertado pela nossa companhia, foi giro. na verdade soube a pouco! correu bem, d.joão I andou a passear pelo palco e gostou particularmente de se instalar debaixo do piano do sr. mário. ao princípio este muito atento e quieto mas já perto do fim fartou-se do meu colo e zarpou pelo palco a dentro. não foi o único, vários bebés andaram à solta e ficaram hipnotizados pelos instrumentos. gostava de repetir mas acho que fica caro, além de que o primo zn já se ofereceu para dar concertos particulares aos primos todos.
já que estavamos longe de casa, almoçamos por ali, na nossa querida praia da adraga. querida pelo peixe e pela sobremesa de morangos, entenda-se, porque praia ventosa e pouco quente não é comigo! e aqui temos outra novidade: sua alteza real estreou-se a comer 'fora'. arrisquei tudo e não levei almoço para ele. comeu sopa de agrião (passada), uma dose de adulto quase inteira e com colher de sopa grande porque a dele já não dá vazão a tanta fome, depois marchou robalo grelhado e batata cozida, metam pão pelo meio e remata-se com fruta, esta sim minha, melhor, da nestlé.
eu fiquei parva com a facilidade com que ele se atirou à comida 'estranha', lambeu-se com a sopa, pois pudera, tinha sal! e o peixe também foi uma bela dose. este miúdo é uma boca santa como diz a minha mãe. é mesmo!
no regresso paramos no mercado de almoçageme para nos abastecermos de frutas e legumes para a semana: tomates chucha cherry - um vício!, romã, tangerinas, mangas, pêssegos - ainda!, cogumelos - outra vez! e flores, umas linda flores!
e isto tudo ele fez com sapatos, a outra grande novidade. já me custava vê-lo só de meias, a minha consciência materna já andava às voltas. tanto é que já anda de pantufas em casa. mas para a rua ainda ia só de meias, não sei se a querer adiar mais esta etapa, se a quer manter a sua veia bebé mais bebé. certo, certo é que com este tempo já não dava. as pés andavam frios e 80 cm de gente já não aguentam botinhas de lã. lá lhe calcei as botas-ténis que já tinha comprado há mais de um mês. custou a entrar, nitidamente não estou habituada, mas ficaram calçadas o dia todo sem problemas ou comichões.
até agora só tem este par de sapatos, por isso não vai ser difícil escolher o que calçar todos os dias eh eh
e se pensam que acabou, hã hã! ainda tive coragem para lhe cortar o cabelo. o pai bem tremeu e tentou destabilizar mas levei a minha avante. aqueles caracóis desfasados, rebeldes e mirrados estavam a fazer-me espécie. é que só cresceram atrás das orelhas! o resto do cabelo, tirando a bela da franja, não cresce. ver meia dúzia de cabelo a aparecer de lado não é a minha cena. vai de tesoura e caem os primeiros farripos. já está e não doeu. não ficou perfeito mas ninguém nota... acho eu.
guardei um caracol como manda a tradição e agora tenho um rapazinho em casa. fica tão giro! com mais ar de pirata. como é que uns fiapos fazem tanta diferença?
ainda houve tempo para muita brincadeira e palhaçada, como convém. e mais um fim-de-semana. para o próximo estamos longe dele, bem longe, pela primeira vez.
domingo, 20 de outubro de 2013
a semana passada foi diferente
se por um lado estive numa acção de formação o dia toda em lisboa, numas instalações esquisitas junto ao rio (ai, que vista...) e soube mais que bem estar por aqui, os almoços na lx factory souberam que nem ginjas e deram ainda mais sentido à minha devoção a esta cidade, por outro lado, o bezerro esteve novamente de quarentena 3 dias (4ªf-6ªf) em casa, entre pai, avó e avô e febres de 38,5ºC durante 48h. não desciam nem por força de ben-u-ron de 6h/6h, mas também não subiam dos 39ºC. ao menos isso!
bebé embirrento e molinho, a dormir o dia quase todo e com rambóias à noite - pudera! numa das noites foi festa entre as 2h e as 4h, na outra foi entre a meia-noite e a 1h.
ainda fomos ao hospital na 5ªf, depois de uma chamada para a linha saúde24, porque estava com os lábios roxos. acordou assim depois da sesta e umas horas depois assim continuava. fique preocupada e eles, apesar de primeiro terem dito que não, depois lá aconselharam uma ida ao santa maria. uma estreia absolutissíma! e que muito agradeço ter sido só agora e só por isto - obrigada, obrigada, obrigada! (repetir até à exaustão...)
foi rápido e indolor, apesar de todas as lilianes marises e cristianos ronaldos avistados na sala de espera. parece que vão para ali passear depois de jantar, não percebo...
a médica foi simpática e atenciosa com ele, que só se ria para variar. vigilância e brufen. o pai não deixou dar, diz-se mais apologista da terapia do nosso pediatra: aguardar. e realmente nessa noite (5ªfeira) a febre passou. wow... ele é bruxo.
o pediatra não chegou a saber desta visita, como não faculta o telemóvel, também não leva notícias. pronto, confesso, desta vez foi mais difícil gerir esta forma de comunicação, por telefone fixo ao final da tarde ou por email. desta vez senti falta de um contacto mais directo e imediato, o raio da febre não baixava, pá. mas vá lá, correu tudo pelo melhor, mais um virús aniquilado sem recurso a drogas dignas desse nome.
continuamos orgulhosamente livres de antibiótico e drunfos de maior, já lá vão quase 11 meses - yeah!
disto também resultou uma dose grande de mimo e manha, principalmete na hora de dormir e que andamos ardilosamente a contornar.
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