quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

[o melhor do meu dia]

à hora que esta fotografia foi tirada já tínhamos a fechadura encravada + o pai já tinha perdido o comboio para o porto + estávamos à espera do piquete.

mas ainda não tinha deixado o telemóvel esquecido no meio do parque infantil! glup!... fiquei em transe...

quando percebi que não encontrava o telefone, achei que o puto o tinha escondido. revirei a casa e já de roupa de casa, calcei os primeiros sapatos que encontrei, peguei nele - ainda lhe vesti o casaco, sou mãe responsável! - e corri escadas abaixo. encontrei-o, o meu fofinho, esquecido e abandonado no meio do parque infantil. 
como caiu no pavimento de borracha não o ouvi cair. e por sorte já estava quase de noite e fomos os últimos a estar lá. ufa! 

mas à hora desta fotografia não havia stress nenhum.. só amor, muito, muito amor, daquele amor bom e só meu. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

a fazer construções




 
«Olá pais,
hoje envio algumas fotografias do João a fazer construções....
Antes cada torre que se construía era uma excelente oportunidade para o João deitar tudo a baixo e bater palminhas com o feito.. Agora é o contrário... O João constrói a torre e bate palminhas quando fica alta... Se alguem empurra a torre fica a olhar muito sério e volta a construir...

Está realmente a ficar um crescido...»
 
a escola, esta escola, (também) tem esta coisa boa: dão-se ao trabalho de enviar emails regulares com actualizações dos miúdos e as actividades desenvolvidas. e  e não vale a pena explicar que isto é importante.
é por isto que temos um vídeo do joão no dia em que desbloqueou o andar - 28 de janeiro, fotografias das aulas de culinária, das visitas às outras salas e das festas. é giro.
só não gosto lá muito deste bibe e do cabelo dele nestas fotografias nem se fala. só mesmo a mãe tem paciência para estar sempre a compôr a franja.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

família maior que três

não expliquei mais no dia seguinte mas não deixei de pensar nisto.
o que eu queria dizer era que percebi que, às vezes, por causa de certas pessoas ou situações, tenho que deixar o meu filho, tenho que abdicar dele para não ficar ansiosa.
percebi que é melhor para mim, e para ele, eu sair de cena, seja da sala ou da cozinha. é melhor inventar coisas para fazer - se bem que em minha casa há sempre qualquer coisa para arrumar, por isso não é preciso inventar assim tanto - e ir respirar para outro lado. por outras palavras, tenho memso que me afastar dele.
porque algumas pessoas e situações nos põe à prova, servem mesmo de teste à mãe leoa que há em nós, à nossa capacidade de proteger os filhos.
é quase um deixa-os-fazerem-se-à-vida, porque na realidade ninguém lhe vai fazer mal, apesar de eles estarem inquietos e em stress. geralmente isto acontece em cenas familiares, com gente de roda dele, a minha vontade é tirá-lo de lá, tanta é a requisição, mas sei que não devo. e por isso vou-me embora, para outra divisão.
 
não acho que seja coisa de mãe galinha, é mesmo achar que não me faz bem estar inquieta ao pé dele. somos, por natureza, uma família (de três) muito calma, com a nossa orgânica própria, bem definida e coordenada. encaixamos bem e corre tudo sobre rodas, com (muito) poucos sobressaltos. em ambientes mais confusos, ou nos blindamos a isso, o que pode ser uma hipótese e até resulta, ou temos que arranjar maneiras de lidar com isso, o que é outra hipótese à qual eu reajo como já disse.
 
o que me aborrece é ter que sair para não ser bruta ou mal interpretada, para não dizer que não é assim que ele come, que não gosta que lhe façam isso, que quer é sossego em vez de tantos apertos e amassos. mal não lhe fazem, claro, mas implicam.
 
e isto é fazer parte de uma família maior que três.
 

[o melhor do meu dia] ou domingo bom





pode estar numa fase mãe mas adora o pai, ilumina-se quando o vê.
e o pai tem mimos só dele também.
são a minha vida.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

8/52

 
 
 
"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014."
joão: na praia da adraga.

15M






 
 
+ está muito mamã, mamã, mamãmããããã; pede mais colo, enrosca-se nas minhas pernas e pescoço, dá muito abraços e beijinhos. é muita falsa vergonha e mimo às toneladas
+ está pirata, malandro e engraçado até mais não
+ adora livros: escolhe-os cuidadosamente, um de cada vez, e vem ter comigo com eles na mão para se sentar no meu colo e apontar para as imagens. os finais de dia tem sido assim, em leituras
+ chama 'bá' à bola, 'pá' pode ser comida ou pai/papá
+ sabe imitar a vaca e o porco (faz um som estranho com a garganta, entre tossir, pigarrear e um cão a rosnar) e são estes os animais que identifica melhor
+ constrói torres antes de as mandar abaixo e encaixa puzzles básicos
+ faz a cara de espanto mais querida do mundo, com a boca aberta e os olhos grandes abertos e surpresos
+ tem uma sarda no dedo mindinho do pé direito
+ tem um molar superior a romper
+ é uma lombriga para vestir, ou uma osga escorregadia, é preciso ter paciência para levar tudo na brincadeira e disparatar para o vestir. demoramos mais tempo mas o resultado é melhor para todos.
+ de vez em quando come papa tipo nestum ao pequeno almoço e o pai dá-lhe cheerios a seguir ao leite, que ele come meticulosamente um a um
+ tem medo do chuveiro e do secador
+ está muito selecto com os ó-ós para adormecer
+ já comeu morangos e gostou, claro!
 
vai soar a cutchi-cutchi mas cada dia que passa gosto mais deste miúdo e todos os dias lhe digo isto.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

record

são 21h38 e comecei a escrever este post.
são 21h38 e tenho o baby a dormir, a cozinha arrumada, a máquina da loiça pronta a ligar, a máquina da roupa programada para ligar de madrugada, os dentes lavados, a roupa arrumada, a casa minimamanete organizada. silêncio. uau!

ps: um grande obrigada ao pai pela ajuda.