segunda-feira, 3 de março de 2014

e entramos em março

com a visita do avô homónimo, com chuva miúda e parva durante todo o dia, com muitas visitas a amigos e muita brincadeira, com a estreia em lavandaria tipo americano, com almoços às 16h e com febre. febre que tem como origem a chamada doença mãos, pés e boca.
uma nome super prático para identificar uma doença, diga-se.
 
é provocada pelo vírus coxsackie, da família dos enteovírus, o que é um nome mais doente que o anterior. é muito contagiosa (pelo ranho e baba, coisas raras em crianças) e dá pintinhas vermelhas (borbulhas) e febre. onde? nas mãos, nos pés e na boca. dura menos que uma semana e mais que 3 dias.
 
pela primeira vez devo ficar de baixa com o bezerro. valha o sol que parece que aí vem.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

começo a perceber aquelas mães que dizem que não têm tempo de lavar o cabelo... 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

o carnaval


 
já fui dada a loucuras de carnaval, há que confessar. passava uma semana inteira em torres vedras em casa de primos, planeando cada máscara cuidadosamente, sem repetir uma, de 4ªfeira a 4ªfeira. era giro, muito giro. uma loucura, de noites trocadas, encontrões, muito samba no pé, gritos e folias, álcool, mais encontrões, mais dança, confusão sem fim.
olho para trás e nem sei como era capaz... adolescentes!
 
hoje o mini tinha que ir mascarado para a escola. tentei fugir, mas recebi um 'ah, é giro para eles', como se fosse acreditar. é giro para os adultos, que tiram fotografias e soltam caras de espanto e encantamento pelos rebentos.
 
decidi rapidamente que ia vestido de cinzento com este gorro. mas depois, juro, ainda tentei arranjar um fato mais composto. recorri aos amigos com filhos um pouco mais velhos. arranjei um coelho e um sapo pequenos e uma rena grande. ficou um elefante. e eu acho que está adorável, o meu bochechas.
 
ps: o casaco não faz parte, digo eu, que os elefantes não usam casaco. mas alguém relembrou, e bem, que o babar iria discordar desta afirmação.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

[o melhor do meu dia]

à hora que esta fotografia foi tirada já tínhamos a fechadura encravada + o pai já tinha perdido o comboio para o porto + estávamos à espera do piquete.

mas ainda não tinha deixado o telemóvel esquecido no meio do parque infantil! glup!... fiquei em transe...

quando percebi que não encontrava o telefone, achei que o puto o tinha escondido. revirei a casa e já de roupa de casa, calcei os primeiros sapatos que encontrei, peguei nele - ainda lhe vesti o casaco, sou mãe responsável! - e corri escadas abaixo. encontrei-o, o meu fofinho, esquecido e abandonado no meio do parque infantil. 
como caiu no pavimento de borracha não o ouvi cair. e por sorte já estava quase de noite e fomos os últimos a estar lá. ufa! 

mas à hora desta fotografia não havia stress nenhum.. só amor, muito, muito amor, daquele amor bom e só meu. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

a fazer construções




 
«Olá pais,
hoje envio algumas fotografias do João a fazer construções....
Antes cada torre que se construía era uma excelente oportunidade para o João deitar tudo a baixo e bater palminhas com o feito.. Agora é o contrário... O João constrói a torre e bate palminhas quando fica alta... Se alguem empurra a torre fica a olhar muito sério e volta a construir...

Está realmente a ficar um crescido...»
 
a escola, esta escola, (também) tem esta coisa boa: dão-se ao trabalho de enviar emails regulares com actualizações dos miúdos e as actividades desenvolvidas. e  e não vale a pena explicar que isto é importante.
é por isto que temos um vídeo do joão no dia em que desbloqueou o andar - 28 de janeiro, fotografias das aulas de culinária, das visitas às outras salas e das festas. é giro.
só não gosto lá muito deste bibe e do cabelo dele nestas fotografias nem se fala. só mesmo a mãe tem paciência para estar sempre a compôr a franja.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

família maior que três

não expliquei mais no dia seguinte mas não deixei de pensar nisto.
o que eu queria dizer era que percebi que, às vezes, por causa de certas pessoas ou situações, tenho que deixar o meu filho, tenho que abdicar dele para não ficar ansiosa.
percebi que é melhor para mim, e para ele, eu sair de cena, seja da sala ou da cozinha. é melhor inventar coisas para fazer - se bem que em minha casa há sempre qualquer coisa para arrumar, por isso não é preciso inventar assim tanto - e ir respirar para outro lado. por outras palavras, tenho memso que me afastar dele.
porque algumas pessoas e situações nos põe à prova, servem mesmo de teste à mãe leoa que há em nós, à nossa capacidade de proteger os filhos.
é quase um deixa-os-fazerem-se-à-vida, porque na realidade ninguém lhe vai fazer mal, apesar de eles estarem inquietos e em stress. geralmente isto acontece em cenas familiares, com gente de roda dele, a minha vontade é tirá-lo de lá, tanta é a requisição, mas sei que não devo. e por isso vou-me embora, para outra divisão.
 
não acho que seja coisa de mãe galinha, é mesmo achar que não me faz bem estar inquieta ao pé dele. somos, por natureza, uma família (de três) muito calma, com a nossa orgânica própria, bem definida e coordenada. encaixamos bem e corre tudo sobre rodas, com (muito) poucos sobressaltos. em ambientes mais confusos, ou nos blindamos a isso, o que pode ser uma hipótese e até resulta, ou temos que arranjar maneiras de lidar com isso, o que é outra hipótese à qual eu reajo como já disse.
 
o que me aborrece é ter que sair para não ser bruta ou mal interpretada, para não dizer que não é assim que ele come, que não gosta que lhe façam isso, que quer é sossego em vez de tantos apertos e amassos. mal não lhe fazem, claro, mas implicam.
 
e isto é fazer parte de uma família maior que três.
 

[o melhor do meu dia] ou domingo bom





pode estar numa fase mãe mas adora o pai, ilumina-se quando o vê.
e o pai tem mimos só dele também.
são a minha vida.