quarta-feira, 16 de abril de 2014

[o melhor do meu dia ] palavras novas

assim de repente soltou a língua, fala sozinho e é muito expressivo.
diz muitas vezes 'não está' e 'onde está', pergunta constantemente pelo pai. a toda a hora! (quase que sinto ciúmes mas em consciência não posso e não tenho razões para isso)
a semana passada tentou dizer passeio, enquanto lhe explicava que não podia andar na rua e tinha que andar no passeio.
ontem chamou pelo primo vasco: ' a vá' traduzido para 'anda vasco'.
hoje chamou pela auxiliar e tentou repetir várias outras palavras que eu repeti.
estou a ensinar-lhe o 'sim' para perceber se quer bolachas, água ou o livro.

assim de repente vejo-o a crescer. dá pulos de um dia para o outro. o bebé já lá vai, a cara dele é toda rapaz, o jeito e o charme do pai alegram todos os meus dias. 

porque sim ou explicações a mais não resultam

«A maior parte de nós cresceu com base nos
Porque sim!
Porque sou teu pai.
Porque enquanto viveres debaixo do meu tecto vais fazer tal como te digo e é melhor nem piares.

E a maior parte de nós jurou que nunca iria repetir isso com os filhos. E, em muitos casos não o fazemos. Mas calha cairmos no oposto que é explicar e justificar e voltar a repetir os motivos todos. E este excesso de justificações tornam a acção insegura. Ou seja, caímos no outro extremo.
Quando temos a certeza do que estamos a pedir, e quando consideramos que tem de ser assim e que até é justo, não há problema nenhum em dizer um ‘oh rapaz, já te expliquei. Ora conta-me lá o que é que entendeste.’

Faz com que repita aquilo que lhe disseste. Ou brinca.

‘O quê? Outra vez? Olha lá, eu repito aquilo que disse mas estou a ficar preocupada… será que ouves bem? Ai, ai que vou ter que levar-te ao médico dos ouvidos. Quando conseguires dizer nome do médico, eu repito! Chama-se otorrinolaringologista. Queres repetir o nome?’
E pronto, tens aí material para se entreterem e rirem juntos. E mudarem de assunto.
É que quanto mais repetires as justificações mais dás a certeza que estás menos certa. Pelo contrário, quando explicas, pedes que repita, colocas questões e depois o mandas ‘passear’ numa atitude do bem e do tipo ‘não me chateies mais, pá!’, então ele entende que não vale a pena insistir…»

esta vai para o meu irmão, que ontem precisava disto. sem criticar, é para ajudar.

terça-feira, 15 de abril de 2014

15/52 + vamos falar de birras

o passeio de domingo (isto é tão 80's) foi um teste à minha paciência, mas principalmente à minha capacidade e habilidade maternal. 
uma mistura explosiva de calor, ar livre, água fresca nos lagos, sesta por dormir, relva e criançada a correr, e ainda um almoço mal almoçado - sopa, torradas e batatas fitas contam?
das poucas coisas que correram bem foi o facto de ter estado sempre com o chapéu posto, estranhamente não o quis tirar constantemente. 
quando percebi que estava a ficar impaciente saí do restaurante. quando percebi que estava rabujas, deixei-o correr à solta na relva e trepar por todo o lado, deixei-o chapinhar na água e molhar-se à vontade - não bebas essas água, não bebas essa água. despi-o e deixei-o mais à vontade. nem assim. 
queria, porque queria, mergulhar. eu percebo, é aliciante, claro. mas não tinha roupa suplente e confesso que aquela água não inspira confiança para banhos.
às tantas, com os ensinamentos dela a rolar na minha cabeça, peguei nele e saí dali.
as explicações, justificações e negociações já não estavam a funcionar. 
berrou, guinchou, esperneou e quando lhe dei a chucha e o aconcheguei no meu colo deu o sinal: 'tenho muito sono mãe.'
tentei adormece-lo, mas era excitação a mais. em casa teria resultado, ou mesmo num ambiente mais calmo. ali era tudo novo, tinha os amigos, não percebeu o porquê de lhe tirar isso tudo de repente. quase, quase adormeceu.
desisti, sem berrar, sem bater. sentei-o no carrinho e fui-me embora. amuou como nunca tinha visto. fez cara fechada, zangado e de sobrolho franzido. sem abrir a boca, sem refilar uma única sílaba. 
adormeceu em 2 segundos, assim que entrou no carro.


"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014."
joão: no pós-birra.

+ era esta a figura do bezerro quando o enfiei no carrinho. 
reparem nas calças arregaçadas, nas mangas dobradas, no peito todo molhado, 
no cabelo transpirado e na cara dele. a cara dele, de zangado, é qualquer coisa de muito especial. 

domingo, 13 de abril de 2014

são 3h e acabamos de chegar a casa vindos de um jantar. sim, o bezerro foi connosco. e sim, adormeceu no seu veículo novo por volta das 23h.

e sim, estou ansiosa para ver a que horas acorda(mos). 

por favor, por favor, por favor deixa-me dormir 7h... a mãe gosta muito de ti...

ps: deixou-nos dormir até às 9h. perfeito! (actualização)

sexta-feira, 11 de abril de 2014

safou-se #2

joao 2 - doenças 0

o puto safou-se novamente a doenças da escola. não telefonaram do hospital por isso não há escarlatina para ninguém. a febre e diarreia e falta de apetite estavam relacionadas com mais dois dentes a nascer em baixo.
este tipo está a tornar-se perito em ameaçar e depois fazer fintas às doenças esquisitas que andam pela escola. que bom! depois da mãos pés boca no carnaval, agora esta. oh yeah! 

agora há alerta varicela na sala dele e em mais duas. vamos lá a ver se temos hat-trick e temo uma páscoa sossegada.


terça-feira, 8 de abril de 2014

estamos em alerta escarlatina

pai de termômetro em punho + telefonema para a linha saúde 24 + falta de apetite + amigo xico com escarlatina e rabo dorido da injecção de penicilina = bebé bem disposto mas com pais preocupados 

para celebrar a família