quinta-feira, 8 de maio de 2014

bebés

tenho um soft spot muito grande por bebés. 

e eu acho que o meu já não é tão bebé quanto isso. começo a ficar ansiosa. a isabel diz que os bebés só deixam de ser bebés quando começam a falar. à velocidade que este 'fala', está quase fora da validade.

glup...big glup.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

[o melhor do meu dia]

ir apanhar nêsperas no quintal do vizinho, os três. 

é ao fazer estas coisas simples que tenho a certeza que estamos felizes, no caminho certo. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

segundo dia da mãe

sabendo de antemão que não estaríamos com as avós e que a bi já cá não está, sabendo que estavámos de fim-de-semana de passeios e sabendo que o pai não liga (aparentemente) muito a estas coisas, o dia foi normal.
 
o presente já tinha vindo há umas semanas atrás de londres, uns ténis encomendados e que acabaram oferecidos, não que seja importante.
 
tentei que houvesse uma fotografia igual à do ano passado, mas o rebelde não pára quieto e quando lhe pedi um beijinho mordeu-me o lábio com tanta força que me fez chorar.
 
mas não preciso de convenções, de protocolos, imagens das redes sociais ou reportagens na televisão para ter a certeza que dia da mãe é todos os dias. é como dizer que se é mãe a tempo inteiro, todas o somos, não é preciso arranjar uma sigla (mati, para quem não sabe).
 
depois de alguma reflexão, não me deixo mesmo levar por estas celebrações. não acho justo pensar nisto e dar significado só neste dia, quando as flores custam tanto como no dia dos namorados e com o que se gasta podia-se oferecer flores todos os meses.
 
mãe, não almocei contigo mas trago-te no coração a cada segundo. filho, não gosto mais de ti neste dia, gosto de ti todos os dias, até à lua e de volta cá para baixo.
 
e não, não baixou em mim o espiríto que roubou o natal ou o comuna (esta é para ti, marido), é apenas um desabafo.
 
depois conto a festa da escola.

castelo do bode

fomos passar quatro dias a castelo do bode, a casa de uns amigos queridos, num lugar chamado montes. casa perfeita para esta modalidade de descanso, vista espectacular sobre a barragem, espaço para brincadeiras e correrias e petiscos ao ar livre. e sol, muito sol e calor. acertamos em cheio.
 
e foram uns dias muito preenchidos, em que vestimos finalmente calções e t-shirts, tivemos que andar sempre de chápeu e besuntar o corpo todo de creme. aprendemos a jogar/chutar a bola, a procurar pelo cucu do relógio, a beber iogurte líquido pela palhinha e a comer entrescosto com as mãos.
tomou banho ao colo do pai e segundo este houve muitos beijinhos e abraços de felicidade, esfolou os joelhos e fez 6 nódoas negras numa só perna. delirou com a mesa de pingue-pongue e com os mata-moscas.
 
na 6ªfeira fomos até tomar, ao mercado/feira semanal, abastecer de tremoços, fruta e legumes. confesso que procurei por um chapéu de palha de criança, daqueles que usei há mais de 30 anos. mas só vi um na cabeça de um cigano que vendia tralhas com o slogan '3 peças a 1€'. a busca vai continuar - tenho em mente replicar algumas fotografias de verão/férias da praia com 30 e poucos anos de diferença.
 
no sábado adormeceu às 18h15 e só voltou a acordar às 6h45! nunca pensei que fosse possível, apesar de relatos de alguns amigos. este bezerro que, tal como a sua mãe, acorda sempre com fome, conseguir dormir sem jantar. o pai estava muito preocupado e eu estava, simplesmente, curiosa para ver se tal seria possível. e foi! tanta correria e brincadeira, deu nisto. e não, não estoirou a fralda. eh eh .
 
ficam as fotografias para não esquecer.

 + passaram os dias nisto: corre, cai, apanha, corre, cai outra vez, choraminga, agarra a bola, corre, corre...
 + esta bola, encontrada num parque ribeirinho, fez as delícias e as lutas deles
 + cai com a bola, lambe a bola, abraça a bola
 + ainda niguém disse nada do estilo deste rapaz. fica aqui a prova! estou apaixonada por estes ténis all star vermelhos, cedência generosa do primo
 +  na hora de maior calor fez-se uma rambóia de almofadas e saltos e cambalhotas. foi a loucura! a t-shirt foi oferecida pela equipa de futebol americano aos filhos dos jogadores. cada um teve direito a uma com o número do pai - devils 52.
 
 
e agora fica uma sequência inteira dedicada à arte de comer entrecosto com as mãos, por um bebé de 17 meses. note-se que isto aconteceu porque ele não quis dormir a sesta, reparem na fronha da almofada na primeira fotografia (atentem ao tecido vintage, são joaninhas, senhores!) e viu-nos a comer assim.
gosto particularmente da posição precisa destas mãos adoráveis e dos olhos atentos a espiar os adultos para ver como se faz. sem medos ou esquisitices, assim mesmo.
enjoy!
 




 
 
 
 
 
 
 

domingo, 4 de maio de 2014

18/52

 
 
"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014."
joão:  os pés ao léu e o sinal no dedo mindinho

terça-feira, 29 de abril de 2014

abelha e batata

começou a imitar a abelha: bzzzzzzzzzz.

diz 'táta' para pedir batatas.

e faz discursos inteiros na sua própria língua.

dúvidas e desculpas

hoje os avós foram buscá-lo à escola e levaram-no a brincar ao parque do campo grande.
na minha cabeça tive que lutar contra uma nega e uma desculpa para isso não acontecer:
- não têm cadeira do carro - vão a pé;
- como é que vão para casa - esperam por mim;
- como é que os deixam entram na escola - envia o BI e liga para lá;
- e o chapéu - compraram um na primeira loja;
- e como é que ele vai reagir - estranhou uns segundos mas depois foi alegremente...
e podia continuar a inventar, mas não tinha saída.
 
e de facto, pensando friamente, qual é o problema, joana?
 
correu tudo bem, ele fartou-se de brincar. os avós deram-lhe água e até lhe compraram bolachas.
correu, trepou, mexeu. fez contruções com as pedras da calçada e nódoas de relva nas calças. vinha feliz.
 
quando me viu abriu o melhor e maior sorriso, saltou para o meu colo e aninhou-se. abrouçou-me e matou saudades. e é isto que eu tenho que reter.
 
ps: depois de jantar ainda teve direito a abrir o presente de natal destes avós e do tio - um cavalinho de madeira. adorou!