quinta-feira, 9 de outubro de 2014

update da escarlatina

depois de um dia em casa, foi para a escola feliz da vida. os avós ligam todos os dias preocupados mas quem olha para ele não diz que está doente. eu digo que não está, porque ri e brinca e faz tudo igual. não fosse estar a tomar antibiótico.
as manchas vermelhas da cara já estão quase apagadas, o creme de zinco fez milagres. tenho o meu tuca de volta, sim, porque ele estava com as expressões trocadas, parecia mais velho, foi muito estranho. 
agora estou intrigada onde ele terá apanhado isto porque mais ninguém se manifestou. nem na escola nem no círculo de amigos. estas bactérias andam por aí à solta?! 

bóca e pech

bóca: mónica (a educadora)
vovo: ovo
tita: camisa
pech: peixe
?: massa (hoje disse massa pela primeira vez mas não consigo reproduzir, acho que é massa sem o m, mas os ss saem de maneira estranha, ficam presos na garganta)
popa: sopa 

actualização:
massa é márra, mas como se tivesse alguma coisa presa na garganta ou fosse fanhoso. é de chorar a rir!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

instalou-se a república e não só

o rapaz acordou vermelho no queixo. ao final da manhã estendeu-se à boca e nariz. tem-se babado mais, é certo mas não podia ser disso. ontem comeu porcarias para um mês inteiro, incluindo o bolo de morangos do frutalmeidas, é certo mas não parecia alergia alimentar. 
tinha aspecto de cieiro. 

a meio da tarde estava com borbulhas na zona da fralda e manchas vermelhas nas costas, siga para a santa da maria.
curiosamente foi a mesma médica que o atendeu da última vez. assim que viu as amígdalas, suspeitou. fizemos o exsudado da garganta, o que se revelou uma aventura porque dom joão percebeu que tanta palhaçada de volta dele era para o enganar e toca de selar a boca. foi à força mas foi rápido e ele queixou-se pouco. quando viu os dois iogurtes que o pai tinha, passou-lhe logo (dez pontos para o pai que se lembrou da mãe gravida e também lhe trouxe um iogurte).

a análise veio positiva e assim de repente temos uma doença verdadeira - escarlatina. leva com a amoxicilina, pomada com zinco, fica 24h em casa e a vida volta ao normal. 
o facto de não ter febre é estranho, segundo a médica (que se lembrava de lhe ter feito este mesmo teste na última visita, fiquei muito surpreendida!). mas ainda bem que assim é! ele está bem disposto, sem queixas e assim é muito mais fácil, para todos. 

as manchas vermelhas na cara fazem alguma espécie porque ele até parece estar com as feições diferentes. mas consegui dar-lhe o antibiótico agora sem o acordar e por isso vai tudo correr bem.



domingo, 5 de outubro de 2014

39/52



"a portrait of my children, once a week, every week, in 2014."
joão: no largo de são carlos, no intervalo do almoço

sábado, 4 de outubro de 2014

[o melhor do meu dia]

estar quase uma hora a namorar com ele na nossa cama ao final do dia, a ver o sol a ir-se pela janela + vê-lo a 'atacar' o bacalhau à bráz ao jantar.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

quando durmo de barriga para cima

quando durmo de barriga para cima imagino sempre o bebé esborrachado contra a barriga, tipo desenho animado.
dá vontade de rir mas também de preocupa.

domingo, 28 de setembro de 2014

ressaca da vindima ou como gerir isto sozinha

tenho que confessar que hoje entrei em meltdown.
só faltou mesmo chorar, ainda bem que existem óculos escuros e ainda tenho alguma dignidade/força de vontade/bom senso. se estivesse em casa tinha-me desfeito, acho eu. 
não quero desfolhar um rol de queixumes, porque toda a gente tem os seus quês, todos têm desculpas e justificações. (e agora entra o mas...) mas precisava mesmo de dar um grito. e quem levou com ele, juntamente com um senhor insulto, foi mesmo o pai.
o joão livrou-se de uns berros e uns safanões, porque fui despressurizando ao longo das horas com ele, valeu a insistência de o pôr a dormir 3 vezes durante a tarde de ontem. deu-me uns minutos de energia. e portanto, foi o pai que hoje de manhã, quando pensava que íamos estar todos juntos finalmente em família, que levou. 
as palavras sairam-me da boca com violência, vi-as mesmo a voar na direcção dele, conscientemente. mas tinha mesmo que o fazer ou rebentava. senti um alívio imediato, mas paguei caro a brutalidade. 
que se lixe. que se lixe, mesmo. se ninguém me defende, defendo-me eu. 
podia ter pedido ajuda, podia, mas a família é minha, o filho é meu e o fim-de-semana é de todos e de cada um. não me senti no direito de boicotar o descanso à avó. se calhar devia tê-lo feito, mas não fiz. o que me apetecia mesmo era o calor, a praia, um mergulho no mar e a areia no corpo. ou então umas horas em família de 3. isso também tinha servido. mas o pai teve que ir trabalhar e fiquei sozinha outra vez. 
esta vindima está a custar muito mais que a anterior. as ausências são maiores, as exigências caseiras também e os 5,5 meses de gravidez acusam-se. e volta a meia tenho ataques de ansiedade, de vontade de já ter o bebé cá fora para poder ficar em casa sossegada. ficar em casa, na minha casa, no sítio onde me sinto mais protegida. 

duas horas de sesta hoje à tarde fizeram milagres. e agora vou dormir outra vez para aguentar a semana. se me perguntarem qual é o melhor remédio para tudo eu respondo sem hesitar 'ir para a cama às 22h30, todos os dias.'