quinta-feira, 30 de outubro de 2014

pinxesa e rigaroga

e num só dia aprende a dizer pinxesa (princesa) ao olhar para um recipiente de bolas de sabão da princesa sofia (personagem da disney, para os mais distraídos) e - tchan! - jigajoga! uma palavra que eu raramente uso mas que repeti num telefonema com a minha mãe, que muito solicitamente me estava a explicar esquemas do tribunal de contas, confirmação de facturas e concursos públicos. o puto ouviu, acho piada e repetiu. como eu me ri, passou o resto dia dia a dizer isto e a rir-se às gargalhadas. palhacito!

domingo, 26 de outubro de 2014

42/52



 "a portrait of my children, once a week, every week, in 2014."
joão: isto é manteiga

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

pausa obrigatória

aguardo aos saltinhos e a bater palminhas pelos dias que se aproximam. 3 dias a 3 num lugar que andava debaixo de olhos há muito tempo, no alentejo do meu coração.

depois do ramadão da vindima, depois de dias a dormir mal, depois de dias de exaustão, e antes de mais uma ausência do pai, anos do bezerro+natal, só posso mesmo sonhar com isto.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

19 outubro | 30º C | ericeira

 + aqui parece tão crescido... os calções são emprestados e este chapéu o único que por estes dias ele aguenta na cabeça sem tirar nos primeiros 3 segundos. ao olhar para esta fotografia consigo imaginá-lo com mais dez ou quinze anos a andar na praia. sigh!

 + o amigo e protector 

 + ai, os baldes cheios de água


 + entreteve-se imenso tempo a brincar sozinho, até consegui dormir uma mini-hiper-mega-rápida sesta

 + e pronto, ver isto põe-me a sorrir com cara de parva

+ adoro, adoro, adoro!

é preciso dizer mais?

e quando o filho nos liga para o trabalho?

hoje, pela primeira vez, o joão ligou-me para o trabalho em chamada de vídeo a choramingar por mim. 
ao colo do pai, chucha na boca, molinho de mimo, chamou pela mãe. glup...
ainda eram 17h30 mas senti um aperto no estomâgo. 
é tão fácil quando gostamos do trabalho deixarmo-nos distrair por ele. foi o que aconteceu. desliguei o chip 'vai-buscar-à-escola' porque o pai ligou às 16h30 a dizer que estava despachado e que ia buscá-lo. vai daí aproveitar a maré produtiva e nem dei pelas horas. até o telefone tocar e eu ver a dita chamada.
arrumei as coisas a correr e vim a voar pela auto-estrada. ainda bem que tinha levado carro. meia hora depois já estava em casa e recebi muitos abraços e mimos. o rapaz estava mesmo carente.
passou o resto do dia agarrado a mim a dar abraços e beijinhos. na cabeça dele a mãe é que o vai buscar e o fim do dia é o nosso tempo. falta-lhe isso e é como lhe tirarem os bróculos da ementa.



internem-me já

então não é foi uma aplicação de telemóvel que me 'lembrou' que estava com mais uma semana de gravidez? que em vez de 26 já eram 27?
estou mesmo grávida, bolas...

agora tenho o caderno todo riscado, com as semanas erradas e lá se vai a medalha de bom comportamento em scrapbooking.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

calha a todos

têm acontecido coisas giras, muito giras e que, ao não registar imediatamente, quase que as perco. mas depois lá vêm à memória e vão ficando aqui para mais tarde alguém ter vergonha (ou não) de as ler.

no domingo de manhã, dom joão I entregue ao pai em brincadeiras, enquanto eu dava um jeito à casa. tarefas bem distribuídas portanto... de repente oiço o pai a dizer 'vem cá ver o disparate que o teu filho fez.' intercalado com ' joão, isso não se faz!'. revi rapidamente os últimos segundos na minha cabeça e confirmei que 1) ninguém tinha gritado 2) não ouvi o som de coisas a partir. menos mal... 
fui ter ao quarto dele e deparei-me com uma montanha de roupa, mais precisamente o equivalente a duas gavetas grandes daquelas cómodas do ikea, no meio do chão. o joão ora se deitava na roupa, ora tentava 'arrumar', divertido, claro.
quando ralhei com ele, fez ar de gozo mas atento, acho que percebeu porque depois começou a pôr a roupa em cima da cama. tinha eu dobrado e organizado tudo direitinho, a colecção outono-inverno prontinha a ser usada, e pimba, tudo espalhado no chão.
respira, porque 1) ninguém se magoou e 2) não se partiu nada.

ontem a minha mãe foi dormir lá em casa porque o metro resolveu fazer greve novamente. tudo muito útil para nós, porque temos ajuda. 
o puto resolveu acordar por volta da meia-noite, desperto que nem uma alface, a achar que era manhã, pois estava a pedir papa. eu bem o trouxe para a minha cama, enrolei-me e fechei os olhos. e quando abria uma nesga, só via a sua cara fofinha, bolachuda e risonha 'mamã, papa'. o pai trouxe leite e ele acabou por ficar calado e depois de algumas voltas lá adormeceu.
eu já estava à espera de uma noite mal dormida, com pontapés e tabefes, porque ele gosta de dormir para o meu lado, deixando o pai na outra ponta da cama, sereno e sossegado.
mas, surpreendentemente, não acordei mais vez nenhuma. levantei-me e comecei o dia. 
falei com o pai mais tarde que disse que dormiu muito mal porque levou pontapés e acordou a cada 'ai' do rebento.
calha a todos.