domingo, 29 de março de 2015

xuga e xulate

xuga : segura ( o joão xuga)
está pêjo: está preso
joão na góta xulate: o joão não gosta de chocolate (a minha preferida eh eh)
mãe, anda cá (assim, perfeitinho)
um tá?: onde está
qué ito?: o que é isto?
mê pai/ mê maninho: o meu pai/ o meu maninho
carro pai é vovu: o carro do pai é um volvo
na qué: não quero
joão ajuda ( diz isto muitas vezes, o querido)

sábado, 21 de março de 2015

[o melhor do meu dia]

o dia começou muito cedo, demasiado cedo, ao ponto de às sete da manhã, com o mais velho ao colo, enrolados numa manta no sofá e à espera que o sol nascesse, já estava a eleger esse momento como o melhor do meu dia. 

e depois fui a mais uma sessão de fisioterapia com o mini. e mais uma vez correu tão bem que tive mais um momento melhor do dia.

e depois fomos jantar ao belcanto e o menu do desassossego ainda está a pairar na minha boca. ai, os mariscos... aqueles mariscos estupidamente intensos de sabor, foi como comer o mar, a praia, as ondas e tudo o que o verão tem de melhor numa só garfada. sublime! e tive outro melhor do meu dia.

obviamente, não vou escolher qual o melhor, porque cada um deles tem as partes melhores da minha vida: os meus rapazes. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

quero tanto mudar de casa

são três da manhã, chove, o mini está adormecido em cima de mim e eu, neste silêncio familiar, penso em como quero mesmo, mesmo mudar de casa.

segunda-feira, 16 de março de 2015

[o melhor do meu dia]

passar a manhã na ronha, no sofá, em pijama. eu, eles, desenhos animados e um livro. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

temos potencial

mamou às 19h.
adormeceu às 21h30.
acordou às 4h.

segunda-feira, 9 de março de 2015

considerações sobre o segundo filho

depois de dois meses de observações e recolha de dados, constatei o seguinte:

+ a quantidade de felicitações diminui drasticamente. são menos telefonemas, e-mails, postais e mensagens de parabéns, apesar de teres comunicado o nascimento da mesma maneira e às mesmas pessoas;
+ as visitas, quer no hospital, quer em casa, diminuem também;
+ consequentemente os presentes também sofrem - não há dinheiro, lembranças ou grandes ofertas para assinalar a chegada ao mundo;
+ não há celebrações com jantares ou almoços pomposos nem brindes com champanhe;
+ não há fraldas com o nome bordado.

em compensação:
+ já sabemos ao que vamos, por isso estamos mais relaxados e somos mais  práticos: a quantidade de vezes que se lavam as mãos ou esteriliza a chucha  é menor, assim como todos os outros salamaleques;
+ há mais fotografias do pequeno porque já não passamos duas horas a velar o sono nem demoramos 30 minutos a mudar a roupa ou uma hora a dar banho;
+ há mais mimos, beijos, abraços, colo e apertos, há mais namoro porque, lá está, estamos mais relaxados;
+ há o incrível e inegualável testemunho do amor entre irmãos, que é a melhor e maior certeza que isto faz sentido;
+ a avó tricotadeira tem inundado a criança de peças, a pedido da mãe que lhe sugere modelitos para reproduzir. temos casacos, camisolas, tapa-fraldas, botinhas e calções. a próxima aventura será um macacão ou fofo de malha, como preferirem chamar.


sexta-feira, 6 de março de 2015

não me apanhas desprevenido

ontem, enquanto esperava pela colher que nunca mais chegava para comer a sopa ao almoço, o João resolveu começar a comer com a língua. tipo cão... não sei onde terá aprendido esta mas isso agora não interessa nada.

a educadora viu e chamou-o, explicando que não se faz, etc., etc.. de seguida levou-o para a casa-de-banho para lavar a cara. e foi orientando as limpezas: lava a mão, lava a boca, o nariz, o queixo...
ele olhou para ela, muito espantado, baixou os olhos, olhou para ela outra vez... e começou a lavar o joelho!