quarta-feira, 29 de julho de 2015

tentei esconder-me atrás de um tremoço


«Em dois dias, já tentei a teletransportação para as Maldivas, tentei a alienação no fundo de um copo de tinto, tentei esconder-me atrás de um tremoço, tentei fingir, enquanto dormia, que os gritos das crianças eram bandos de meninos thaitianos a acelerar passo na beira mar. Mas quando me vi de novo a descamar o peixe, a pendurar o fato de banho encharcado, a escorregar no piso molhado dos pézinhos pequenos....chorei? Não. 

Gritei? Quase. Suspirei. É mais romântico e menos agressivo para as crianças. 
A malta dá sempre a volta: cozinha todas as vezes que eles comem, dobra todas as vezes que eles mandam para o chão, apanha sempre, classifica mergulhos com a autoridade de um professor de natação, enche copos como um barman em casamento, estende toalhas várias e domina todos os maus feitios. Mas quando me perguntarem onde estou, vou ter a honestidade de quem nutre um profundo amor próprio e às palavras: 
-Estou por aqui direi. 
De férias eu não estou.»


era MESMO isto que eu queria fazer+dizer+escrever há uns dias atrás, durante as férias. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sou uma tola por estar a chorar num sítio tão bonito como este …

«Para mim retrata na perfeição aquilo que não conseguimos bem descrever nem perceber:
Quando alguma coisa é tão boa ou tão bonita que ficamos com o coração apertado e um nó na garganta. E claro, sentimos-nos tolos por ter vontade de chorar. Um choro envergonhado que tentamos disfarçar ou que ninguém veja. 
Mas, na verdade, não é tolo chorar de alegria.Claro que é mais fácil perceber o choro de tristeza e o riso de alegria. Pensamos nós, porque havemos de chorar de felicidade?  Se formos tentar perceber, depressa chegamos à conclusão que não choramos por uma alegria qualquer. Não choramos porque nos está apetecer imenso sair a noite e vamos. Não choramos porque temos uma boa nota. Não choramos quando nos dizem que somos bonitos ou que estamos mais magros.
Choramos quando nasce um filho.  Choramos quando reencontramos alguém de quem tinhamos muitas saudades. Choramos quando vemos uma cena bonita, muito bonita num filme (ou na realidade). Choramos ao ver um filho fazer qualquer coisa que nos enche de orgulho. Choramos quando estamos num sítio tão grandioso e bonito, que nos dá conta do pequenino que nós somos e da beleza do que os rodeia. Choramos se concretizamos um  grande sonho. Choramos de amor e por amor.
 No fundo, choramos de alegria quando o nosso coração fica cheio, tão cheio que o nosso corpo, baralhado com tão intensa emoção, não consegue identificar o que está a sentir e então chora. E  evita assim uma explosão interior. Porque na verdade, o que nos faz chorar é o amor e o coração a transbordar.

Diz uma investigadora nesta área que aqueles que choram mais facilmente de alegria são aqueles que quando vêem um bebé pequenino têm vontade de o pegar e abraçar.
Pois claro, agora já percebo. É o amor.»

primeiro dia de sopa ao almoço ou como deixar um bebé furioso

ora bem, dois dias a passar a manhã na escola, a ambientar-se ao frenesim e tenho um bebé em stress.
ontem à noite berrava e berrava e berrava, não quis comer, sempre em alvoroço e para adormecer foi uma luta. 
hoje ao almoço decidi dar-lhe sopa, já que amanhã almoça na escola. o mesmo xinfrim, a querer saltar da cadeira, lágrimas gordas a cair e berros bem altos. quase não comeu e tentei adormecê-lo mas foi um arraial. estava decidida a não lhe dar mama para ele se desabituar e perceber que as regras mudaram mas ao fim de quase uma hora de sinfonia, cedi.
calou-se logo, mamou serenamente e adormeceu de imediato.
devia ter dado a sopa mais cedo, sim, mas este tipo está manhoso com isto da mama a seguir a comer os sólidos.

tenho aqui um problema. 

para facilitar



parvoíces no elevador para começar esta semana tão importante.
o francisco começou (ontem) a escola.

sábado, 25 de julho de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

as nossas férias em 13 fotografias

 aqui, sempre aqui, não há que enganar, há 35 anos a MINHA praia.

usar o barco que nos levava de férias há 24 anos.

 aprendeu a andar de bicicleta, com o objectivo de ganhar nas corridas ao primo.


  estreia deste bebé na praia, com direito a mergulhos, areia na cara e nas mãos e refeições ao ar livre. adorou.

 enganem-se se pensam que ele se incomoda de ter a cara cheia de areia. aliás, pode-se ver pela cara dele.


 as refeições na praia são assunto de estado: iogurte, bolachas, papa de fruta e melancia, até ovos cozidos e cenouras. e bolas de berlim, claro.


 o primeiro amor de verão serve para partilhar 'estrelitas' na praia.
e não é uma miúda qualquer, muito menos espanhola.

 os gelados foram levados muito a sério. por ele, que os queria a toda a hora e por nós, que os usámos como base de chantagem - cof, cof, queria dizer negociação.

 descobriu os insufláveis e as camas elásticas, o que ia arruinando o orçamento.

várias coisas nesta fotografia: o francisco sentado à mesa pela primeira vez; este restaurante maravilhoso, a localização desta mesa, os amigos que vieram jantar e a temperatura desta noite.
tudo perfeito.