segunda-feira, 10 de agosto de 2015

1ª semana longe de mim

na semana passada o joão ficou com os avós paternos. uma semana inteira, sim, pela primeira vez. 
já tinha ficado longe de mimum fim-de-semana no primeiro ano, depois meia semana no segundo ano e desta feita, por insistência do pai - que diga-se usou a minha sensibilidade hormonal, que só tenho quando quero, também é verdade.
ele puxou do argumento do meu regresso ao trabalho - sim, passados 8 meses, voltei (assunto para mais tarde falar), juntou-lhe a entrada do mini na escola, do tempo para nos organizarmos e da necessidade alérgica do miúdo fazer praia. sim, tem, aliás teve razão, era o que fazia sentido.

quando o deixámos no domingo, achei que ia fazer um drama, ele, não eu e foi um bocado ao contrário. ele ficou sossegado ao colo da avó e eu comecei a chorar por trás dos óculos escuros. estava meio apreensivo mas não fez fita. um orgulho!

passou lindamente a semana, sempre que falava ao telefone com o pai perguntava logo por mim e pelo irmão e os relatórios diários foram relativamente completos.

a semana passou a correr, de repente não fizemos nada do que tínhamos planeado, como ir ao cinema e ir jantar fora... que galo! o pai estava mal do estômago e da garganta e o mini apanhou uma gastroentrite logo na 4ªfeira. argh... já tinha escolhido o filme e o restaurante e nada de nada.

só no sábado tive 'autorização' para ir comer fora e só no nesse dia fizemos alguma coisa de útil lá em casa. deu um acesso de dona-de-casa ao pai e toca de arrumar e despachar os últimos caixotes e fazer as últimas mudanças. e eu a pensar que ia a correr buscar o tuca, toma lá, que vais acartar uma cómoda pelas escadas acima!

bom, no domingo lá fomos e eu estava ansiosa, confesso, muito ansiosa para ver a reacção do joão.
quando me viu abriu os olhos, sorriu, começou a correr para mim de braços abertos, lançou-se para o meu colo e agarrou-me com força. cheirou-me, olhou-me, voltou-me a agarrar e a olhar. parecia que estava a verificar se era mesmo eu. aninhou-se no meu pescoço e deixou-se ficar. assim, calmo, sereno mas muito feliz. e eu senti-me a pessoa mais importante e feliz deste mundo e de todos os outros mundos. foi das melhores, mais fortes e mais compensadoras sensações que tive. 
não chorei. consegui absorver tudo e guardar para sempre.

o mini quando viu o irmão ficou de olhos arregalados, a ver o nosso reencontro e a sorrir. diz o pai, porque eu só tinha olhos para o joão. 

o que concluo desta experiência é que o ditado popular 'longe da vista, longe do coração' é extremamente verdadeiro.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

empatia

Tell us about that first concept: Using language choice to teach empathy.
“The first thing that is crucial to remember when teaching empathy is that our children are mirroring us. The kind of language we use is so important. How do you describe others? Are you understanding or judgmental? Tolerant or shaming? These are all things children are copying. Talking badly about others in front of kids and saying things like ‘She is mean,’ ‘He is selfish,’ ‘She is so annoying’ is not empathic language because it isn’t recognizing the emotions behind the action—it’s labeling. In Denmark, you almost never hear parents talking negatively about other children in front of their children. They are always trying to find ways to get their children to understand another child’s behavior without a negative label. If you remember that all children are fundamentally good and there is a reason behind all behaviors, this helps us naturally find the good in others. This makes us feel better because it teaches ‘reframing’—another Danish Way concept that improves happiness. We can help our children find the reasons behind the labels ‘He is annoying? Do you think maybe he is hungry? Or could he be tired because he missed his nap? You know how it feels be to be hungry and tired, right?’ ‘She is mean? It sounds like she had a bad day at school. The other day you said she was sweet. She is actually sweet, right?’ Helping children understand the feelings behind behaviors and leading them to a kinder conclusion is teaching empathy. It operates on the same neural pathway as forgiveness and it fosters more trust, cooperation, and a much better sibling relationship if you have more than one child. And don’t forget that parents have to have empathy for themselves sometimes, too. Parenting is hard and we don’t always get it right and that’s ok. Being understanding and forgiving of ourselves makes us better at forgiving our children and others.”
Explain the concept of self-regulation.
“Before we can be good at recognizing the emotions of others, we have to be able to understand our own emotions. Parents sometimes tell children what they think they should or shouldn’t feel. They override them. If they are sad, angry, hungry, cold, or upset, some parents tell them ‘No, you aren’t,’ ‘Don’t be sad,’ ‘You have no reason to be angry,’ ‘You should be hungry, eat!’ Telling children how they should feel is not letting them learn to self-regulate their own feelings. As parents, we have to give our children trust so that they can learn about their own emotional boundaries. This builds a stronger sense of self, which is paramount to self-esteem down the road. When they are older they will be less afraid to say ‘no’ when their boundaries are pushed because they will trust themselves to make the right decision based on what they feel. This is such an important lesson to teach children. We can help them with the language use, but we need to trust them so they can trust themselves. Remember, there are no good or bad emotions. There are just emotions.”
Finally, what kind of stories can we read our children to help teach empathy?“Read all kinds of stories to children, not only happy ones. Talking about difficult emotions in books can be a fantastic way to build empathy. Many Danish children’s books are shocking by American standards with the topics they cover, but studies have shown that reading about all emotions increases a child’s ability to empathize. The original Little Mermaid, which is a Danish story, doesn’t get the prince in the end, but rather dies of sadness and turns into sea foam. That opens up quite a different kind of discussion! But it is incredible how receptive children are. They want to talk about all kinds of things. It seems to be more difficult for adults sometimes than for children. Remember, they are mirroring our discomfort. If we talk about life’s peaks and valleys in a non-dramatic way, our children will be more resilient in the long run. Books are a great way to teach empathy.”

quarta-feira, 29 de julho de 2015

tentei esconder-me atrás de um tremoço


«Em dois dias, já tentei a teletransportação para as Maldivas, tentei a alienação no fundo de um copo de tinto, tentei esconder-me atrás de um tremoço, tentei fingir, enquanto dormia, que os gritos das crianças eram bandos de meninos thaitianos a acelerar passo na beira mar. Mas quando me vi de novo a descamar o peixe, a pendurar o fato de banho encharcado, a escorregar no piso molhado dos pézinhos pequenos....chorei? Não. 

Gritei? Quase. Suspirei. É mais romântico e menos agressivo para as crianças. 
A malta dá sempre a volta: cozinha todas as vezes que eles comem, dobra todas as vezes que eles mandam para o chão, apanha sempre, classifica mergulhos com a autoridade de um professor de natação, enche copos como um barman em casamento, estende toalhas várias e domina todos os maus feitios. Mas quando me perguntarem onde estou, vou ter a honestidade de quem nutre um profundo amor próprio e às palavras: 
-Estou por aqui direi. 
De férias eu não estou.»


era MESMO isto que eu queria fazer+dizer+escrever há uns dias atrás, durante as férias. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Sou uma tola por estar a chorar num sítio tão bonito como este …

«Para mim retrata na perfeição aquilo que não conseguimos bem descrever nem perceber:
Quando alguma coisa é tão boa ou tão bonita que ficamos com o coração apertado e um nó na garganta. E claro, sentimos-nos tolos por ter vontade de chorar. Um choro envergonhado que tentamos disfarçar ou que ninguém veja. 
Mas, na verdade, não é tolo chorar de alegria.Claro que é mais fácil perceber o choro de tristeza e o riso de alegria. Pensamos nós, porque havemos de chorar de felicidade?  Se formos tentar perceber, depressa chegamos à conclusão que não choramos por uma alegria qualquer. Não choramos porque nos está apetecer imenso sair a noite e vamos. Não choramos porque temos uma boa nota. Não choramos quando nos dizem que somos bonitos ou que estamos mais magros.
Choramos quando nasce um filho.  Choramos quando reencontramos alguém de quem tinhamos muitas saudades. Choramos quando vemos uma cena bonita, muito bonita num filme (ou na realidade). Choramos ao ver um filho fazer qualquer coisa que nos enche de orgulho. Choramos quando estamos num sítio tão grandioso e bonito, que nos dá conta do pequenino que nós somos e da beleza do que os rodeia. Choramos se concretizamos um  grande sonho. Choramos de amor e por amor.
 No fundo, choramos de alegria quando o nosso coração fica cheio, tão cheio que o nosso corpo, baralhado com tão intensa emoção, não consegue identificar o que está a sentir e então chora. E  evita assim uma explosão interior. Porque na verdade, o que nos faz chorar é o amor e o coração a transbordar.

Diz uma investigadora nesta área que aqueles que choram mais facilmente de alegria são aqueles que quando vêem um bebé pequenino têm vontade de o pegar e abraçar.
Pois claro, agora já percebo. É o amor.»

primeiro dia de sopa ao almoço ou como deixar um bebé furioso

ora bem, dois dias a passar a manhã na escola, a ambientar-se ao frenesim e tenho um bebé em stress.
ontem à noite berrava e berrava e berrava, não quis comer, sempre em alvoroço e para adormecer foi uma luta. 
hoje ao almoço decidi dar-lhe sopa, já que amanhã almoça na escola. o mesmo xinfrim, a querer saltar da cadeira, lágrimas gordas a cair e berros bem altos. quase não comeu e tentei adormecê-lo mas foi um arraial. estava decidida a não lhe dar mama para ele se desabituar e perceber que as regras mudaram mas ao fim de quase uma hora de sinfonia, cedi.
calou-se logo, mamou serenamente e adormeceu de imediato.
devia ter dado a sopa mais cedo, sim, mas este tipo está manhoso com isto da mama a seguir a comer os sólidos.

tenho aqui um problema. 

para facilitar



parvoíces no elevador para começar esta semana tão importante.
o francisco começou (ontem) a escola.

sábado, 25 de julho de 2015