terça-feira, 18 de agosto de 2015

7M












+ senta-se;
+ ainda não tem dentes;
+ estica os braços para me abraçar, agarrar os cabelos ou qualquer coisa que tenha pendurada ao pescoço ou nas orelhas;
+ ri-se muito, continua um bebé muito bem disposto, curioso e feliz;
+ já está na escola;
+ põe-se de gatas e balança para trás e para a frente;
+ já se senta na cadeira de papa para comer e para nos fazer companhia;
+ come sopa e fruta ao almoço e jantar e papa ao lanche, mas ainda mama de manhã e à noite. e quando lhe apetece...
+ veste roupa para a idade dele, coisa nunca vista no irmão antes dos 18 meses;
+ às vezes, à noite, adormece sozinho na cama sem ai nem ui, outras vezes quer colo e mimo;
+ entretém-se sozinho durante algum tempo com os brinquedos.

ps: o fato amarelo foi tricotado pela avó a. está maravilhoso.

três em um

um dia, três situações deliciosas.
isto aconteceu tudo no mesmo dia, há cerca de três semanas.

 + pilhas da televisão
queria ver desenhos animado, como sempre ao final do dia. resolvi inovar e disse que a televisão estava estragada, sem pilhas. aceitou e foi brincar.
mesmo antes de jantar, enquanto andava atarefada a preparar tudo, resolvi que a televisão já tinha pilhas para funcionar. disse-lhe, depois de mais um pedido, e ele abraçou-se a mim e disse 'obrigada, mãe, obrigada.' e começou aos pulos, feliz da vida.

+ praia na banheira
ultimamente quer tomar banho na banheira do irmão, a mesma banheira cor-de-laranja onde eu e os meus irmãos tomámos banho. tenho deixado que fique entretido a brincar e fico atenta aos barulhos e às conversas com os animais e os barcos. 
estava na cozinha a preparar o jantar quando deixei de o ouvir. fui, confesso que um pouco aflita, ver o que se passava. chego à casa-de-banho e apanho-o deitado na dita banheira, submerso quase na totalidade, de barriga para cima, pernas encolhidas e olhos fechados.
- 'joão, o que estás a fazer?
- estou na praia, mãe. podes ir.'

+ bolo em vez da chucha
fizémos um bolo para ele levar para o piquenique da escola. quis comer mais bolo antes de jantar e eu disse-lhe claramente que não. às tantas a insistência foi tanta que resolvi testá-lo.
- 'joão, se comeres mais bolo agora não vai haver chucha.
- está bem.
- estás a perceber o que estou a dizer?
- sim.
- então, queres o bolo ou a chucha?
- bolho.
- tens a certeza? olha que não há chucha...
- está bem.'
e assim foi, deixei-o comer mais bolo e guardei a chucha.
quando chegou a hora de deitar, perguntou por ela. reagiu logo a chorar e estive mais de 10 minutos a relembrar o que tinhamos combinado. entre lágrimas, só pedia a chucha. custou-lhe muito admitir o que tinha escolhido, mas depois da minha insistência e da pergunta clara, ele acabou por admitir que tinha escolhido a chucha. 
e eu dei-lha. foi tão valente.


e assim tenho aqui um rapaz, decidido e amoroso.
estamos no bom caminho.

alguém pensa o mesmo que eu sobre querer ter filhos rapazes

«(...) Nunca fui Maria Rapaz, não era o cor-de-rosa em atrofio que ansiava pela gestação de um macho, não era o histerismo pontual que me atirava para a conquista de um espaço mais azul, não era a falta de amor que pedia ao meu universo que se pontuasse com alguma masculinidade. Era a sensação pragmática de que havia um hemisfério a precisar da versão mais simples do ser mulher. Era um excesso de rímel traçado sobre as decisões, era muito salto alto, quando a vida pedia pé no chão.»
Isabel Saldanha in Maria Capaz

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

mali

joão olha para a sala sem tapetes, que o pai tinha estado a aspirar, e pergunta muito indignado: 'quem arrumou isto tudo 'mali'?!?
desde 2012 a zelar pela nossa casa.

boa semana. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

boa noite, durmam tudo

hoje percebi que uma das minha 'tarefas' preferidas de mãe é ir dar-lhes um beijo de boa noite antes de me ir deitar. 
é a última coisa que faço antes de ir para a cama, todos os dias, sempre, sem falhas. acho que é um dos actos de afecto mais bonitos e carinhosos que podemos ter com os nossos filhos, tapá-los, aconchegá-los, pôr o boneco preferido mais perto ou posicionar melhor a almofada. e dar um beijo naquelas bochechas mornas e suaves, ouvi-los respirar, serenos, imaginar-lhes os sonhos e desejar, do fundo do coração, que durmam bem, que durmam tudo. 

a preparar as vindimas




hoje começam as vindimas. 
vão ser mais ou menos dois meses exigentes, desafiantes no mínimo, de mãe solteira.
espero ter capacidade e serenidade para os atravessar sem (grandes) sobressaltos, com poucos gritos, sem palmadas ou castigos, com muitas gargalhadas, toneladas de mimo e centenas de momentos especiais. 

ontem fomos fazer uma espécie de despedida do pai-disponível. fomos aos parque dos piratas e jantamos pizzas. 

lá para outubro podemos repetir. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

life with the third child


If you've come here in a moment of indecision and want to find an answer to your should we/shouldn't we dilemma, I'll be frank with you: the third child is pure joy.

I had so many reservations about having a third child and at every available opportunity I would ask mothers-of-three what it was really like. I blogged about it and received an overwhelming response and then I spent another few months working through my worries and letting go of my fears. I always knew that the leap from two to three would be a big one, based largely on the fact that Daniel and I were going to be outnumbered. And on days when the washing pile was daunting and my work emails were out of hand I was adamant that I was done with babies - fleeting, obviously.

Percy is now five months old, I'm officially back to work and the house is plodding along nicely. And while I could tell you about just how busy life with three is I would be lying if I didn't mention that it's good - really, really good. Regardless of thework of motherhood there are moments like this that tug at the heart and plant themselves firmly in my mind; beautiful memories made.

I'm not alone in thinking this, either. I had coffee with friends last week and three of us sat there bouncing a third-born on our lap. We spoke of the postpartum body, sleepless nights, tiredness, washing - all that stuff. But then we agreed that the angst we experienced in early motherhood didn't make an appearance with the third child. There's an element of calm that accompanies the third baby; you know just how fleeting babyhood is so you allow yourself the time and the space to soak it all in. You're also well-trained at turning a blind eye to the intricacies of housework and more willing to embrace the fact that good is good enough. As for the exhaustion - you're well and truly accustomed to it third time around.

But I'm all for complete honesty so here's a few things to consider if you are contemplating a third child:

> invest in a washing machine with a super quick cycle. I recently upgraded to an 8kg frontloader and it has both a 15min and 30min cycle. It has made the humdrum of washing so much quicker and easier. And yes, the amount of washing is unbelievable.

> declutter while you're pregnant. It's not everyone's priority but if you can embrace the attention to detail that accompanies your nesting inclinations, do so - it makes home life that much easier once baby is here. Basically, find a place for everything and put everything in its place.

> prepare meals in advance and remember that breakfast for dinner is always a good option.

> acknowledge that the first few months will be as beautiful as they are challenging; that phase of adjustment can be tricky. Be patient, take it one day at a time.

> drink coffee.

> embrace the crazy and know that there will be many, many times when all three children are whinging/crying at once. In this instance, laugh at the madness or cry along with them.

já enviei este texto ao marido para ele pensar no assunto com carinho.