segunda-feira, 4 de junho de 2018

sexta-feira, 11 de maio de 2018

tirada #27

aula de judo no campo do benfica, manhã de sol, famílias. no treino pai e joão, nas bancadas a outra metade.
o professor pede para os pais gritarem, depois os miúdos. pais novamente, miúdos a seguir.
nisto eu pergunto:

- quem é que achas que grita mais? os pais ou os filhos?
- quem grita mais é as mães!


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

carnaval 2018





depois de alguma pedagogia e mentalização nos dias que antecederam o carnaval, e depois de o mais novo não querer ser minion e o mais velho ter recusado o astronauta, tive que me socorrer de um fato rasca de ninja do chinês que por milagre (ou instinto de mãe) tinha comprado à última da hora e do fato mais pequeno de astronauta - sim, temos dois em tamanhos diferentes porque é muito requisitado.

mas eles iam felizes, o brilho dos olhos não engana.

e antes que perguntem, claro que o fato do ninja é vestido todos os dias desde terça feira e eu só estou à espera que ele se rasgue a qualquer momento.

tirada #26

tenho a mania de fazer um jogo com eles para adiantar a sopa ou para despachar a comida em geral: começamos a contar colheradas em várias línguas - inglês, espanhol, francês e alemão. até posso inventar outras e eles riem-se imenso.

no outro dia queria que o francisco se vestisse e comecei a contar em inglês, e ele diz:
- não, mãe, conta em 'ilimão'...
- em alemão?
- oh sim, em limão!

sábado, 20 de janeiro de 2018

sushi


anda numa de ninjas e lutas.
pergunta se nos restaurantes japoneses existem ninjas e ficou doido quando soube que o pai já esteve no japão.
no dia em que o primo vasco fez 6 anos e resolveu estar de férias no brasil, experimentou sushi pela primeira vez.

preguiçoso







é suposto pedalar, miúdo, pedalar. 
mas tu achas mais piada comer azedas e posar para as fotografias.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

joão :: 5 anos




meu amor joão,
meu joão preferido,

há mais de um mês que andavas a perguntar constantemente quando era o dia dos teus anos, quantos dias, qual o dia, já é hoje, cheio de consciência da importância de esticar todos os dedos de uma mão para dizer, com orgulho, faço cinco anos. 

convidei-te para almoçar e deixei-te escolher, honestamente. tu preferiste ficar na escola, com os amigos. custou ouvir mas, ternamente, acho que não percebeste a oportunidade e preferiste toda a excitação que adivinhavas na escola. 

a tua cara de alucinado da fotografia mostra metade de ti, com roupa nova, coroa e cartaz. metade de ti é alegre, enérgico e atleta. a outra metade, que ganhou forma este ano e tem crescido a olhos vistos, é a metade do amor, da compreensão, da partilha: 'deixa estar, mãe, eu deixo o francisco carregar no botão.' ou 'eu ajudo-te, mãe'. tens tido atitudes tão altruístas e bondosas, talvez até crescidas demais para um miúdo que agora fez cinco anos, que penso que estou, aliás estamos, a fazer a coisa certa contigo. quando falas assim, baixas a voz e mudas de expressão, parece que tens uma luta interna e sabes que deves fazer aquilo apesar de não ser a tua vontade. é bonito de ver. é um orgulho imenso. e fico sem palavras muitas vezes, apenas me sai um 'obrigada' baixinho, também. 

proteges o teu irmão espalha-brasas, alinhas nas doideiras e ficas doido também. mas depois é muito enfegas com ele, pões-te em cima, a esmagá-lo, acho que para mostrar que (ainda) és maior e mais forte e que se não o vences pelas manhas, vences pelo tamanho. adoro ver-vos juntos, ver-vos abraçados e ver-vos cúmplices, seja no carro, quando te peço para lhe dares a mão para ele adormecer, seja quando brincam aos carros e legos e cidades ou polícias. acho que é a maior certeza que tenho na vida: que vocês os dois são a maior dádiva um do outro. 

pediste uma caixa para guardar os teus tesouros e já por duas vezes estragaste o estrado da cama, por te esconderes lá de baixo, nas tuas fantasias e aventuras.  estás crescido e fazes-me pensar que não tarda vais ter segredos e eu não vou fazer parte deles. 

sabes vestir-te e comer sozinho, de faca e garfo, mas sempre que podes fazes batota e pedes ajuda e eu, por saber que é sol de pouca dura, deixo-me levar.

gostas de música e ainda és ecléctico nas escolhas, este verão cantaste o 'despacito' e vibraste com o 'johnny b goode' do chuck berry. 

evoluíste imenso na natação e sabes mergulhar, boiar e dás as primeiras braçadas. andas no judo e adoras simular lutas com o pai, jogas à bola, aceleras de trotinete e pedalas sem medos, já pedes patins e um skate. já és escolhido pelos do 1º ciclo para jogar basquetebol. 

começaste a interessar-te por letras e por escrever, e (finalmente!) ficas a desenhar: já saem pessoas, caracóis e elefantes. e eu fico emocionada. 

o teu iogurte preferido é o de côco, adoras gelados, alface de chocolate (alface com vinagre balsâmico) e 'salanha' (lasanha). 

dizes 'logu' em vez de lobo. 

achas que nos restaurantes japoneses há ninjas. pedes para ir de férias ao hawai ou ao algarve, desde que não haja aqueles ventos enrolados que engolem carros e pessoas (furacões). 

e por isto tudo e outro tanto que é só meu, adoro-te. 

parabéns meu joão!

ps: no dia seguinte, ficou com febre... tal foi a emoção.

a vida é muito mais bonita desde que te tenho

mensagem enviada há 5 anos


El rei. D. joão I anunciou a sua chegada ao mundo hoje às 9h22. 
Correu tudo mais que bem. 
Viva o rei! 












domingo, 12 de novembro de 2017

o pai voltou mas...


aflito com o jet-lag e com pouca vontade de aturar miúdos aos pulos logo às oito da manhã, por isso cravei a nossa bóia salva-vidas aka avó e fomos ao nosso programa-nunca-falha. 

 ainda ganhámos o novo cartão membership como prenda adiantada de anos para os miúdos.

e depois da correria inicial lá dentro, atracamos sempre aqui. e sabe mesmo bem! podia meditar aqui e assim todos os dias.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

tirada #25

avó atrás dele para o vestir ou para o pôr a fazer xixi, já não tenho bem a certeza.

- francisco, anda cá...
-  oh 'vó...
- franciscoooo...
-oh pá, vai tatár da xôpa!


domingo, 5 de novembro de 2017

tirada #24

- mãe, podes dar-me um telemóvel?
- não, joão, não te dou um telemóvel. ainda és muito novo... (desculpa básica de quem não sabe o que dizer)
- então pode ser quando eu tiver cinco e meio e quarenta?
- pode. quando tiveres quarenta anos dou-te um telemóvel. fica combinado.
- ok, mãe, está combinado. 

adoro esta inocência e esta concretização de idades. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

vindimas 2017








a nossa 12ª vindima acabou assim.
começou mais cedo, ainda agosto ia a meio e parece que passou a correr.
este ano foi fácil, se é que se pode dizer isso. estar a trabalhar ao lado de casa, muito mais calma e em paz, fez toda a diferença. tive cabeça e pachorra para cozinhar, limpar, mimar. dançar e cantar, ir ao parque fazer piqueniques de improviso, brincar com os primos, preparar lancheiras personalizadas.

eles crescem e também facilitam o processo. entretêm-se mais sozinhos, comem sozinhos, tomam banho e ficam a brincar para eu fazer tudo o resto, ajudam dentro do possível. 

a dinâmica está bem organizada e rotinada, gosto disso.
e gosto destes três. muito. 



'tá fêto







comecei a apontar os resultados do desfralde do mais pequeno algures e agora não me lembro onde, se foi num papel, no telemóvel (já vi que não está), num caderno. adiante. a conclusão é sempre a mesma: está feito!
não foi com o grau de excelência do primeiro, que ao final de um dia tinha arrumado o assunto, mas ao final de um mês pudemos dizer com 98% de certeza que o desfralde estava feito. de dia, senhores, não se apressem.

tudo começou depois das férias, 15 dias de rambóia e assim que regressou à escola, nos inícios de agosto e com uma escola quase fantasma, elas muito entusiasmadas e eu nem por isso. assim, resumindo, houve pelo menos duas cuecas que foram directamente para o lixo, porque sua excelência preferiu continuar a brincar sentada mesmo depois de ter feito cocó; várias cuecas por dia foram para lavar, assim numa média 3 a 4; não ia o mesmo número de calções porque estava calor e elas, e muito bem, optaram por deixá-lo andar só de cuecas. e t-shirt, claro. crocs, claro, que melhor que estes sapatos de borracha só mesmo andar descalço nestas ocasiões. 

e pronto, andámos ali duas ou três (ou foram quatro) semanas mais atentos e preocupados e ao final de um mês, vá, menos de um mês, a coisa estava encarrilada.

sim, há descuidos, a maior parte das vezes nossos que andamos nas nossas vidas e nos esquecemos que o puto quer ir fazer xixi. mas muitas vezes ele próprio se distrai e faz xixi em cima dos brinquedos. o que faz o irmão passar-se por ver o carro da polícia dentro do bidé a secar. 

ontem, por exemplo, houve um cocó nas cuecas. andava a brincar e estranhamente não nos avisou, já estávamos nesse nível seguinte de alertas. nós também estávamos entre fazer o jantar, estender um pouco as pernas e respirar que era domingo-quase-de-noite e olha, directo para a banheira e adianta-se o banho. 

demorou muito mais tempo que o primeiro, sim. este é mais tramado, sim, mas está feito e agora só falta a chucha para eu me sentir completamente orfã dos meus bebés. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

27 de setembro de 2017

morre um sogro.
nasce um sobrinho.

o ciclo da vida no seu fatal esplendor.

domingos, nestas tuas primeiras horas de vida estivemos a lidar com o final de uma outra vida. nos teus primeiros dias, andámos a gerir o choro, a dor e a surpresa, mas tu estiveste sempre nas nossas lembranças e deste-nos luz. sê bem vindo pequenino, a esta família maluca mas tão boa.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

domingo, 3 de setembro de 2017

voltar onde se tem medo









quando voltas a um sítio onde tinhas medo de voltar por causa das memórias, mas o que recebes é tão maior.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

a ganhar competências ao nível da ginástica







com os dias longos e quentes tenho tentado estar com eles na rua o mais possível, a (re)descobrir parques infantis em lisboa.
neste dia, ensinei-lhe a dar cambalhotas nestes espaldares (nem sei se é assim que se chama a isto) e num segundo ele aprendeu. primeiro com a minha mão a apoiar e depois sozinho, a medo e depois cheio de balanço.

entretanto aparece uma miúda, um pouco maior e mais velha, super dada a estas acrobacias, sem mãos, rodas aceleradas, conversas pelo meio, e ele a olhar, embasbacado. disse-lhe que se quisesse aprender a fazer aquilo podia pedir à miúda (à menina) para lhe ensinar. desceu uma camada de vergonha e o rapaz permaneceu mudo. ela, espevitada, ouviu e toca de dar lições de ginástica, com palestras detalhadas, opiniões e demonstrações. 

e às tantas dou pelo joão, de cabeça no chão, em género meditação-de-última-hora. 
certo é que foi para casa feliz, orgulhoso e com a cabeça cheia de areia.

tirada #23

2ª feira, a caminho da escola, enquanto discutíamos sobre não querer ir à escola:

- mas eu não quero ir brincar!
- não queres ir brincar? então queres fazer o quê?
- quero beber cerveja.